
Bolsonaro em prisão domiciliar – quem é mesmo o prisioneiro? e quem é o ditador livre para circular?
No Brasil, a política tem a estranha capacidade de transformar fatos em peças de teatro. O ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo sem condenação definitiva, parece viver sob uma espécie de prisão domiciliar não declarada. É vigiado, monitorado, impedido de sair do país e obrigado a se justificar até sobre alianças compradas em camelôs. O “crime”?
Ter ousado disputar poder contra o establishment e, pior ainda, ter derrota de forma esmagadora, o “poste de Lula” e vencido uma eleição em 2018.
Enquanto isso, em um contraste que beira o surreal, o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, segue tranquilo no comando de um país arrasado, com milhões de cidadãos refugiados espalhados pela América Latina.
Acusado de crimes contra a humanidade, ele ainda carrega a singela marca de uma recompensa internacional de U$ 50 milhões por sua captura, caso saia de suas fronteiras. E, no entanto, viaja, negocia, é recebido com tapete vermelho por governos ditos democráticos e posa de conselheiro da América Latina.
A ironia é inevitável: Bolsonaro precisa pedir permissão até para respirar, enquanto Maduro, mesmo com a cabeça a prêmio, circula como “estadista”. Essa é a fotografia mais nítida do mundo de ponta-cabeça em que vivemos.
Fica a pergunta que não quer calar: quem é mesmo o prisioneiro e quem é o ditador livre para circular? com a palavra os esquerdistas brasileiros.

