
Caríssimos leitores,
Lula pode querer enganar a todo mundo o tempo todo, mas não pode o tempo todo querer enganar a todo mundo. Afinal, quem nasceu para ser jararaca não pode ser um cordeiro num passe de mágica, contraria a sua própria natureza.
Há algo de profundamente preocupante quando o chefe de uma nação parece confundir o microfone presidencial com o boteco da esquina. O linguajar de Lula, repleto de expressões chulas, deboches e grosserias travestidas de “autenticidade popular”, pode até arrancar risos de sua claque, mas envergonha quem ainda acredita que a liturgia do cargo exige decoro, sobriedade e respeito.
O destemperado, e “o sem filtro entre o cérebro e boca”, Lula voltou a atacar o ex-presidente Bolsonaro ao participar da entrega de 2.837 unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), em Imperatriz (MA). Durante o evento, Lula afirmou que não entende como o programa, criado em seus mandatos anteriores e paralisado no governo Bolsonaro, pôde ter sido interrompido.
“Por Deus do céu, eu não sei o que aquela praga que governou antes de mim veio fazer nesse país. Eu não sei, por Deus do céu, como é que alguém acaba com o Minha Casa Minha Vida, que é o maior programa habitacional já feito na história deste país”, declarou o presidente, em tom de indignação.
Mas o que Lula chama de indignação, o bom senso chama de falta de compostura. É impressionante como o presidente insiste em descer ao nível da grosseria para expressar suas opiniões, como se a eloquência e o respeito fossem virtudes descartáveis. Não há como naturalizar esse comportamento num chefe de Estado. Um mandatário não precisa vestir a máscara da vulgaridade para parecer “do povo”; basta ter empatia, responsabilidade e um mínimo de civilidade.
O Brasil não precisa de um presidente que use o palanque para destilar ofensas, precisa de um estadista que compreenda a força e o peso das palavras. O linguajar de Lula empobrece o debate público, desrespeita adversários e, pior, rebaixa o prestígio da Presidência da República, que deveria ser exemplo de equilíbrio e dignidade.
Ser simples não é ser grosseiro. Ser direto não é ser desrespeitoso. A verdadeira grandeza de um líder se mede pela altura de seu discurso, e o de Lula, infelizmente, continua rasteiro.
Por fim, o que esperar de uma nação onde o seu mandatário que deveria dar o bom exemplo para os seus concidadãos, é o disseminador do ódio, e ainda no seu mais alto nível de hipocrisia junto com um judiciário subserviente e politizado falam em pacificação do país.

