26 de setembro de 2026
Professor Taciano

A perigosa inversão de valores no discurso de Lula 3

Ao dizer que: “os traficantes são também vítimas dos usuários”, Lula relativiza o crime e afronta o bom senso da sociedade

“Lula disse que traficantes são “vítimas dos usuários”. A declaração foi feita quando o chefe do Executivo falava a jornalistas, em Jacarta (Indonésia), sobre as ações do governo Trump no mar do Caribe, próximo à Venezuela. Segundo o presidente dos Estados Unidos, o foco é o combate ao narcotráfico.

“Toda vez que a gente fala de combater as drogas, possivelmente fosse mais fácil a gente combater os nossos viciados internamente, os usuários. Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também”, declarou Lula. (Fonte: Poder 360).

Das incontáveis gafes já ditas por Lula, esta, pronunciada na Indonésia, é de arrepiar os fios de cabelos de qualquer cidadão e de acionar o alerta sobre a senilidade do mandatário brasileiro que, de forma explicita, defende a inversão de valores ao confundir responsabilidade com vitimismo afrontando o bom senso da sociedade.

Não é de hoje que o discurso governamental tenta humanizar o criminoso em detrimento da vítima verdadeira. Em mais uma de suas declarações controversas, Lula afirmou que “os traficantes são também vítimas dos usuários”. A fala, que soa como uma tentativa de justificar o injustificável, expõe uma perigosa inversão de valores no discurso político brasileiro.

Alguém tem que dizer a ele, que a sociedade é que sofre com a violência, com o tráfico e o poder paralelo nas comunidades. É claro que todo ser humano tem uma história, e que muitos jovens acabam sendo cooptados pelo crime por falta de oportunidades, mas transformar isso em justificativa moral para o tráfico é ignorar a destruição que essa atividade causa nas famílias, nas escolas e nas ruas do país.

Transformar criminosos em vítimas pode até render aplausos em plateias ideologicamente simpáticas, mas para o cidadão comum, que convive com o medo, a violência e a ausência do Estado, é um insulto. O tráfico de drogas não é uma consequência inocente da desigualdade, mas um negócio bilionário que destrói famílias, corrompe instituições e impõe o terror nas comunidades.

É evidente que a falta de oportunidades empurra muitos jovens para o crime. Mas reconhecer as causas sociais não é o mesmo que romantizar o criminoso. O papel de um governante é oferecer caminhos de superação, educação, emprego, dignidade, não relativizar quem escolhe o caminho do tráfico.

Ao dizer que o traficante é vítima, Lula desvia o foco do problema: o Estado ausente. É ele, e não o usuário, quem deveria garantir educação de qualidade, oportunidades de emprego e políticas públicas de prevenção. O tráfico não é um acidente social. É um negócio milionário que se alimenta da corrupção e da impunidade.

Ao trocar a responsabilidade pela vitimização, o presidente desvia o debate essencial: a omissão do próprio Estado em combater a criminalidade e fortalecer as políticas públicas de prevenção. O que o Brasil precisa é de autoridade moral, coerência e firmeza na aplicação da lei, e não de discursos que confundem compaixão com condescendência.

Se Lula quer falar de vítimas, que olhe para as famílias destruídas pelas drogas, para as mães que enterram filhos e para os trabalhadores que vivem reféns do medo. Essas, sim, são as verdadeiras vítimas de um sistema que o governo insiste em tratar com leniência.

Essa retórica populista pode até comover plateias ideológicas, mas não resolve o drama cotidiano de quem vive cercado por facções, tiros e medo. O Brasil precisa de políticas sérias de segurança, não de discursos que romantizam o crime.

Se Lula quer de fato defender vítimas, que comece olhando para as mães que perderam filhos para as drogas e para os cidadãos que vivem reféns da criminalidade.

O resto é conversa fiada travestida de compaixão e recheada de hipocrisia.

Professor Taciano Medrado

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade do Estado da Bahia (1987)-UNEB e graduação em bacharelado em administração de empresa - FACAPE pela FACULDADE DE CIÊNCIAS APLICADAS DE PETROLINA (1985). Pós-Graduado em PSICOPEDAGOGIA INSTITUCIONAL. Licenciatura em Matemática pela UNIVASF - Universidade Federal do São Francisco . Atualmente é proprietário e redator - chefe do blog o ProfessorTM

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade do Estado da Bahia (1987)-UNEB e graduação em bacharelado em administração de empresa - FACAPE pela FACULDADE DE CIÊNCIAS APLICADAS DE PETROLINA (1985). Pós-Graduado em PSICOPEDAGOGIA INSTITUCIONAL. Licenciatura em Matemática pela UNIVASF - Universidade Federal do São Francisco . Atualmente é proprietário e redator - chefe do blog o ProfessorTM

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