1 de julho de 2022
Colunistas Paulo Antonini

O direito à opinião

A opinião é um direito sagrado a todos os mortais. Mas, estas, jamais podem se sobrepor aos fatos, a realidade.

Quando questionamos a opinião de alguém, nos dias de hoje, soa como prepotência e arrogância.

Esquecemos de como se debate sem melindres, tudo, é um incessante mimimi de ofendidos pela realidade.

Imagem: Google Imagens – Aqui Notícias

Há circunstâncias na vida que nosso silêncio pode significar a capitulação da verdade e de nossa existência como cultura e civilização.


Estamos num ponto, como diz o americano, do, no return. Ou partimos pra nos defender ou seremos escravizados. Muitos, não enxergaram e nem enxergam, até, terem grilhões nos pés, nas mãos e, o mais trágico, na liberdade do livre pensar.

Quem ficar em cima do muro achando que não é cortez ou polido, atitude típica do conservadorismo no Brasil, que nunca, como a esquerda, tratou de formatar e alinhar seus objetivos com método, por mais vil que sejam, para alcançar seus espúrios objetivos.

Desde a derrocada da revolução bolchevique, a esquerda passou por vários caminhos, até, os que hoje as conduzem. Tomaram emprestada a escola Fabiana, Granmicisc, entre outros pensadores, traçaram um caminho e dominaram o mundo.

Temos um Papa de esquerda, o ensino no mundo todo, de esquerda, a cultura e o entretenimento.

Nós, os conservadores, até pouco tempo batíamos palmas pra essa gente embevecidos pela trapaça e mentira contadas em prosa e verso, numa escala de tons entontecedoras. Feito patinhos tolos, o achávamos exóticos é inofensivos.

Criaram uma realidade paralela onde tudo tem dois pesos e duas medidas desaparecidos, demos voz a eles e espaço.

Culpa? Fato! Nós fizeram internalizar uma culpa secular.

Nos congelaram com a política do politicamente correto e nos castrarão a ferro e fogo.

Quem levanta o pau para meter nessas pautas eivadas de narrativas e interesses escusos?

O homem foi apeado da mulher. O rico é satanizado pelo pobre. O sexo, que até então, era entre dois gêneros, passou a ter uma escalação de difícil memorização.

Brancos e bem sucedidos e héteros, pedem perdão por sua condição.

O duro é constatar que esses que fazem esse barulho todo e nos imprensam nas paredes da covardia, não passam de uma minoria, tão insignificante e desprezível que deveríamos nos envergonhar de sermos cúmplices desse espiral de silêncio e omissão.

Reajam, ainda há tempo!

Paisagista bailarino e amante da natureza. Carioca da gema, botafoguense antes do Big Bang.

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