24 de maio de 2022
Yvonne Dimanche


Há algum tempo, próximo ao aniversário do maridão fui ao jornal O Globo para dar de presente para ele páginas das notícias que saíram no dia que ele nasceu. Fora isso, um rolo azul bem bonito e grande, daqueles que guardam diplomas, com a primeira página. Só que ele nasceu na sexta-feira santa e nesse dia não circulou o jornal. Então, o jeito foi o dia seguinte que, com certeza, saíram as principais notícias do dia anterior.
Essa conversa foi apenas uma introdução para o que eu quero realmente comentar.
Batendo papo com o rapaz que me ajudou na seleção de notícias, disse para ele que adoraria ser jornalista, mas não para ser repórter e sim colunista mesmo. Vejam só a pretensão. Acrescentei que, se fosse mais jovem, poderia fazer faculdade, mas quem me daria essa chance? Mais uma vez super pretensiosa.
Disse ele, naquela época, que a maior parte dos colunistas era composta de pessoas mais ou menos da minha idade. OK, tudo bem, alguns deles nem diploma têm, mas a experiência, a importância e os anos de vida em redação valem mais do que qualquer coisa.
Jornalista tendencioso sempre existiu. Dono de jornal idem, mas pelo menos as pessoas tinham uma certa compostura e sabiam escrever bem. Infelizmente não sou da época do Carlos Lacerda e pouco me interessei por Helio Fernandes e tantos outros. Era cobra inteligente comendo outra cobra inteligente.
Voltando ao primeiro parágrafo, se dissesse hoje para o rapaz que queria ser colunista, ele não iria soltar gargalhadas em sinal de respeito, mas pensaria “o que essa velha pensa que é? Os jovens estão aí e são bem melhores do que ela”.
Não sou contra a juventude, ao contrário, só não entendo o motivo dos mais velhos não serem importantes. Não se consegue sapiência e experiência em um piscar de olhos.

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