28 de fevereiro de 2024
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TEMER, o constitucionalista inconstitucional

Foto> Forum Jurídico – Arquivo Google

O Brasil precisa, com a máxima urgência, de um equilíbrio de forças entre economia e ética. Michel Temer concentra todas as forças da sua gestão na economia. Nada mais importa a ele, e talvez por isso permitiu, induziu e aprovou que a babá de seu filho fosse paga pelo gabinete da presidência, como assessora. Dilma tinha, por exemplo, uma governanta, paga pelos marqueteiros com dinheiro de propina. Não há diferença entre eles.
O país vive um processo de degeneração moral galopante. Todos os benefícios aos políticos; à sociedade cabe apenas pagar as contas, sendo cada vez mais subtraída, aviltada e desmoralizada. Como ele pode exigir uma reforma da previdência nos termos apresentados, usando práticas que atolam ainda mais a classe política na lama?
Michel Temer precisa encabeçar uma recuperação moral do país, porque a sociedade está muito próxima do ponto de saturação. Ninguém aguenta mais pagar tanto para que eles tenham tudo, enquanto do povo só se exige sacrifícios.
Por tudo que o país viveu, vive e ainda viverá, é urgente uma reforma nos padrões de benefícios que o governo concede aos seus mandatários. Eles não trabalham em sistema de voluntariado. Têm salários, benefícios extraordinários, regalias que se assemelham a sistemas monárquicos e, portanto, plenas condições para arcar com despesas pessoais que nada têm a ver com exercício do poder.
Não precisamos mais de uma reforma política. Precisamos, sim, de forma imperativa, de uma reforma moral. É fundamental que a sociedade comece a se organizar para fazer com que a classe política entenda que eles são servidores públicos. O que ocorre, hoje, é a sociedade servindo aos políticos de maneira grotesca e aviltante.
Se ele usou o recurso de registrar a profissional com cargo diferente ao que ocupa, está infringindo a lei. E como tal deve ser o primeiro a reconhecer, retroceder e impor limites a essas práticas que, certamente, não são primazia de seu gabinete.
Se os políticos são incapazes de agir com retidão e respeito à sociedade, que se crie um organismo de fiscalização independente, preparado para avaliar como as “despesas de gabinete” são destinadas. Do presidente da República ao vereador de Cabrobó da Serra.
Será que para manter uma gestão ética e moralizante Temer precisa ser chamado a responder na justiça?
Que tipo de constitucionalista é esse presidente, se suas próprias atitudes contradizem preceitos fundamentais da constituição?

O Boletim

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