26 de maio de 2022
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Sobre Alckmin, ontem, na Globonews

Foto: Arquivo Google – YouTube

Uma lástima, seja do ponto de vista jornalístico, seja do ponto de vista político. Ambos se comportaram como se o eleitor fosse uma massa de ameba insignificante.
A primeira hora do programa serviu para questões que os jornais já esmiuçaram à exaustão.
Será que os brilhantes jornalistas imaginavam que o candidato assumiria que participa do crime? Uma pergunta, duas, três, no máximo, mataria a questão. Deram um foda-se retumbante ao eleitor que queria saber sobre programa de governo e passaram metade do programa exercendo a egolatria costumeira.
O candidato disse que não haverá indicação política nas agências reguladoras, e ninguém perguntou se o mesmo acontecerá nas empresas estatais e fundos de pensão. Afinal, isso não interessa, né mesmo, meu povo desse Brasil varonil?
Os brilhantes perguntadores estavam tão preocupados em emparedar o candidato, que se esqueceram da função do programa: esclarecer o eleitor sobre programa de governo. Um desserviço ao eleitor, um desperdício de horário televisivo, uma demonstração inequívoca desonestidade intelectual (que me perdoem os intelectuais pela comparação).
A segunda metade não foi o bastante para que o candidato expusesse seu programa de governo. A pauta da Previdência foi abordada no final, com uma pergunta, nos estertores do programa. O candidato parecia um boneco de posto com discurso do século XIX. Retórico, prolixo, desperdiçou grandes oportunidades com amenidades históricas que só interessam a ele, como origem dos pais, políticos mortos, e mentiras.
Mentiu quando falou sobre a segurança do Estado. Usa como parâmetro apenas os índices de mortalidade e deixa sempre de lado roubos à mão armada, furtos e agressões ficam fora das estatísticas do doutor. E nenhum dos brilhantes perguntadores se deu conta da malandragem. Só Cristiana Lobo ensaiou algo nesse sentido, mas não sustentou.
Hoje, portanto, por motivos óbvios, os coleguinhas ficarão sem a minha preciosa audiência. Tenho mais o que fazer na vida do que alimentar o ego alheio.

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