Que venham as porradas


A diferença entre Gloria Maria (jornalista) e Thais Araújo (atriz) é a forma com que elas usam para trabalhar com o racismo. Thais é do grupo que prefere a vitimização, o coitadismo e até a mentira para alcançar o objetivo. Vamos combinar que a moça força a barra cada vez que abre a boca, seja para manter sua imagem nas diferentes mídias ou para defender alguma ideia. Ou ambas as opções juntas e misturadas.
Ela sabe perfeitamente que ninguém vai atravessar a rua quando der de cara com seu filho na calçada. Essa metodologia é antiga, ultrapassada e o efeito é zero. Interessa a pessoas como ela.
Gloria Maria sempre esteve à frente do seu tempo. Se partisse para vitimização já teria saído do vídeo há muito tempo.
Isso significa que eu não acredito no racismo? Negativo, é óbvio que existe. Mas que tal começar a pensar em outros métodos, outras fontes e outros conceitos? Vamos combinar que o preconceito existe e não é só contra negros. Judeus, japoneses, favelados, homossexuais também são vítimas, e nem por isso têm uma efeméride.
Como seria se Thais usasse sua condição socioeconômica para valorizar a negritude do filho? As oportunidades que esse garoto terá no futuro porque teve pais que investiram na educação, na cultura etc?
Mas Thais prefere a via da vitimização e ainda usa o filho para reforçar sua tese. Um filho que certamente não sofre reações racistas na escola, no prédio onde mora ou nas rodas sociais que frequenta.
Por que raios não superar métodos tão ultrapassados quanto ineficazes e partir para o REFORÇO POSITIVO como caminho para superação dos obstáculos? A vitimização deu certo até um ponto. Hoje está saturada, só puxa para baixo e não constrói nada seja para o negro ou para o racista (lembrando que existem negros racistas, of course).
Ou será que não existe um único negro bem sucedido nesse país varonil? Nenhum negro mora bem, come bem, estuda bem? Por que esses exemplos são suprimidos em detrimento das vítimas?
É difícil superar? É sim. Mas bater na mesma tecla, usar os mesmos métodos, o mesmo discurso só reforça o negativo. Em pleno século 21, está mais do que na hora de repensar os métodos. Valorizar os ataques, sublimar os exemplos bem sucedidos só contribui para manter a mesma condição. O melhor caminho para o fracasso é querer mudar alguma coisa fazendo sempre a mesma coisa, tendo as mesmas atitudes.
Silvana Destro, branca, que já sofreu várias formas de preconceito, inclusive racial. Mas tô aqui, linda, bem sucedida e realizada. Avó de Maria Clara, uma loirinha linda, neta de negra que educou muito bem, obrigada, a mãe da minha neta.

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