14 de agosto de 2022
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Príncipes e princesas

Muito já se comentou sobre o casamento real. Agora, é a minha vez de dar palpites.
Achei tudo lindo, faço parte da turma que ama um conto de fadas. A duquesa de Sussex foi uma noiva maravilhosa na simplicidade de um vestido da Maison Givenchy, que custou a bagatela de 500 mil Euros. Meghan Markle estava o máximo: sofisticada e simples, equilíbrio difícil de encontrar. Seu vestido é o seu novo discurso e desmente o papo dos locutores de tevê gargarejando, tolos, que o modelito, por ser modesto (?), simbolizava o empoderamento feminino. Aqui, ó, para os locutores. Muito pelo contrário, a roupa simbolizava que ela mudou de opinião, direito reservado a todos os seres vivos. De agora em diante, avisou Megahn Markle desfilando a sua tiara de brilhantes, ela prefere ser chamada de alteza real e viver apenas (ó dó…) como esposa de um príncipe inglês. O tempo do discurso feminista já era. Aproveito o parágrafo para elogiar a mãe de noiva, discreta e elegante. Claro que houve quem alardeasse a sua coragem, a sua pregação de igualdade racial, a sua isso e aquilo. Outra banana aos deslumbrados. Foi simplesmente uma emocionada e chique mãe de noiva, que chorou como todas nós choramos quando as filhas se casam.

Também adorei a cara de apaixonado do noivo, que olhava a eleita com olhos de mel. Lindo Harry, que homenageou a mãe com um lugar vazio ao lado do irmão William. Aliás, outro ponto alto da festa: a amizade dos dois. Sempre juntos, sempre conversando, sempre sorrindo. Tomara que as cunhadas se relacionem bem. Kate Middleton, usando uma toillete para lá de batida, não sinalizou muito boa vontade. Tomara que eu esteja errada. Em tempo, os especialistas em protocolo avisam que o lugar vago não era uma homenagem a Diana. A cadeira permaneceu vazia porque ninguém pode sentar em frente à vovó Beth. Como gosto de conto de fadas, fico com a minha versão.
Música maravilhosa. O coral gospel numa capela real e anglicana anunciou, com muita classe, os novos tempos da monarquia inglesa.
Convidados nem sempre bem. Embora a turma elogie a sra. George Clooney vestida de gema de ovo, detestei o modelito carrocinha da Kibon (os mais velhos entenderão). O chapéu da Camila Parker Bowles ganhou o troféu “Horror da festa”. A sobrinha da princesa Diana, Kitty Spencer, provou que a família tem sangue bom: estava linda. Como lindos são os seus primos William e Harry. A falecida princesa fez um enorme favor à família real, deu um up generoso no visual da nova geração. Evitarei comentários sobre as princesas Beatrice e Eugenie, que não têm sangue Spencer.
Finalmente, uma palavra de consolo para a atriz Maria Ribeiro, traumatizada desde os seis anos de idade após assistir o casamento de Diana e Charles. Maria, minha filha, olha como você é feliz. Nasceu numa família de classe média alta, estudou em bons colégios, viveu tão, tão bem que seu trauma é apenas o casamento de gente que você nem conhece. Acredite em mim, seu drama é fichinha perto daqueles vividos pelas maioria das moças e meninas que não tiveram a sua vida privilegiada. Para as brasileiras que não são filhas de papai-rico, como você é/foi, trauma é fome, alcoolismo, omissão, agressividade, droga, tiro, estupro, dente cariado, violência, falta de saúde, dos cuidados essenciais à uma vida digna. Seja uma socialista mais convincente, sua declaração pegou mal.
Um pouco de consciência social não faz mal à ninguém. Principalmente a uma esquerdista de carteirinha.
Se cuida, Maria, a princesa Eugenie de York, também neta da rainha Elizabeth II, vai casar em outubro. Corre para um psicanalista, senão é capaz de você sofrer um colapso nervoso.

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