O MP de Minas e a Vale


Se ainda pairasse alguma dúvida sobre o caráter, índole e sensibilidade do presidente da #Vale, essa imagem dissipa qualquer chance de defesa.
Ainda que a Vale seja uma pessoa jurídica, ele, #FabioSchvartzman, é, aparentemente, um ser humano.
A sua permanência à frente da companhia é a segunda sentença de morte de Brumadinho.
Causa Mortis: arrogância, prepotência e a certeza inconteste da impunidade. Soma-se a isso a permanência do Secretário de Meio Ambiente na equipe de Zema, que ocupava a mesma cadeira no governo Pimentel. O mesmo que afrouxou regras de segurança. E se mais precisasse, as declarações públicas do governador em defesa da empresa, classificando a tragédia como “acidente”.
Uma sucessão de erros, com demonstrações explícitas de poder financeiro, maracutaias e desprezo às leis vigentes.
Onde estão os investidores que não exigem a destituição desse canalha, senão por humanidade, ao menos para salvaguardar o pouco que resta da imagem e reputação da empresa, que evidentemente vale alguns milhões de dólares.
Onde está o probo #JoaoAmoedo que não expulsou o governador canalha e vendido do #PartidoNovo, que durou uma chuva de verão na cena política?
O mundo corporativo pode ser frio, calculista e inviolável, mas como na política, segue ritos que o inserem no contexto dos grupos nos quais mantém interesse. Essa é, de longe, a crise mais mal gerida que eu já vi em toda minha carreira na comunicação. Erros crassos e facilmente evitáveis, mas cometidos em nome da arrogância e demonstrações explícitas de poder — político e financeiro.
Fabio Schvartzman deixou claro que não segue regras, passa por cima de tudo como um trator para marcar sua posição. Dessa vez marcou, sim. Um verme que não serve para tocar um chiqueiro de porcos.
Que alguém tenha o bom sendo de retirar do site da companhia a empulhação de Missão, Visão e Valores, ou alterar para:
Missão: Gerar Lucro
Visão: Queremos que o povo se foda
Valores: Nosso negócio só mata pobre

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