8 de agosto de 2022
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O baronato dos transportes


“O baronato do transporte de carga sequestrou a rotina dos brasileiros sem levar o rosto à vitrine. Terceirizou o bloqueio de estradas aos caminhoneiros autônomos.
No quarto dia, com o país submetido ao caos do desabastecimento, o Planalto cedeu integralmente às exigências. Em troca, obteve um armistício mixuruca de duas semanas, que não foi subscrito por todos os sequestradores da paz social”. Josias de Souza, Blog do Josias/UOL.
Em que país Josias de Souza estava vivendo até cinco dias atrás? No país de Dilma Rousseff? Do FHC? Da Rede Globo? Do Carlos Marun?
Onde é que ele via paz no meio dessa bagunça institucionalizada?
Será que ele acha que o “baronato dos transportes” conseguiria manter seus negócios com aumentos diários, à lá época do Sarney? Ou vamos continuar com a patacoada de demonizar empresários, justamente aqueles que ainda tocam essa bagunça pra frente?
Ele pode ter visto o nosso silêncio, mas isso não significa que existia paz. Não àqueles que são humilhados diuturnamente nos corredores de hospitais imundos, sem insumos, sem remédios, e sem médicos.
Havia paz social com 13 milhões de desempregados e 27 milhões de “desalentados”?
Onde Josias via “paz social” com uma carga tributária esdrúxula, que corrói capacidade de investimentos, salários e sonhos e não retorna absolutamente nada em benefícios sociais, muito pelo contrário?
O “baronato dos transportes” enfrenta estradas caindo aos pedaços, roubos de cargas, e toda sorte de problemas criados por uma política imunda, corrupta e omissa.
Desculpem-me os puristas, mas esse texto do Josias é um libelo à falta de vergonha na cara, à preguiça, à conivência com tudo que há de podre gerado em Brasília.
O governo estava alertado desde outubro do ano passado. Sentou em cima da questão como senta em todas as outras demandas do País, preocupado única e exclusivamente com a sua própria sobrevivência e detenção do poder.
Fingiu até ontem que não existia gente sendo tratada em corredores, em portas de hospitais. Fingiu que milhares de pessoas não morreram por falta de medicamento. Por falta de salas limpas para intervenções cirúrgicas, enquanto tratavam de suas podridões nos melhores hospitais do País.
É enojante, escorchante, repugnante assistir ao ministro Marun na TV apelando aos motoristas por remédios e insumos. É falso, mesquinho, teatral e não orna com a sua trajetória canalha de um mero leão de chácara agarrado às barras do poder. Um ogro debochado.
PS – enquanto eu escrevia, o pau comia na Rocinha. Intenso tiroteio, sem trégua. A culpa é do baronato.
Atenção para o link abaixo

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