
O Brasil está cada vez mais parecido com o famoso samba do crioulo doido.
Para quem não conhece essa história, este samba em forma de sátira foi criado em 1966 pelo jornalista Sérgio Porto, o famoso “Stanislaw Ponte Preta”, como critica à obrigatoriedade das escolas de samba do Rio de Janeiro terem como samba enredo fatos históricos da vida brasileira.
Desde então, o termo passou a ser utilizado para descrever situações confusas, mirabolantes e sem nexo.
Pois assim estamos nós diante do imbróglio relacionado às condições suspeitas da detenção de Alexandre Ramagem, refugiado político nos EUA, e que resultaram no pedido de saída do país do policial federal Marcelo Ivo, sob a acusação de manipular o sistema de imigração americano e de estender perseguições políticas ao território dos EUA.
Há dias, estamos assistindo a um verdadeiro disse que me disse onde os EUA dizem uma coisa e o governo brasileiro afirma outra oposta ao que foi afirmado pelos americanos.
E o que faz Lula?
Lula, que está bem preocupado com a chance real de levar o pontapé definitivo dos brasileiros nas eleições de Outubro,
orientado pela sua campanha – orientação que está seguindo à risca – deu de atacar Trump de maneira agressiva, dia sim, dia também, com a finalidade única e exclusiva de conseguir votos junto ao seu eleitorado.
Soberania é o pomposo nome da coisa.
Animado com o fato de que no ano passado sua popularidade subiu com as bravatas contra Trump, resolveu repetir a dose.
E foi o que vimos nessa última viagem à Europa, onde dirigiu-se ao americano de maneira que nem Putin ou Xi Jin Ping têm.a ousadia de fazer.
Vamos observar atentamente no que essas ameaças todas com fim eleitoreiro vão resultar.
E, hoje, ao lado do capacho-mor Andrei Rodrigies, aquele que se embaralhou todo nas entrevistas que concedeu nesta tarde, afirmando que o seu funcionário nos EUA não foi expulso não, e que só saiu daquele país a seu pedido até que tudo fique esclarecido, para no momento seguinte, em total contradição, afirmar que decidiu pela retirada das credenciais de um policial americano que atua aqui no país, como “reciprocidade” ao fato ocorrido nos EUA com o delegado Marcelo Ivo.
Mas, oras, se afirma que o seu policial não foi expulso dos EUA, por qual motivo expulsa o policial americano do Brasil?
A conta não fecha e fica cada vez mais alta.
No término do dia, participou do teatro eleitoreiro ao lado do patrão Lula, que o cumprimentou efusivamente por sua atitude de retirada de credenciais do agente americano, diante das câmeras do seu fotógrafo oficial, que tudo documentou, enquanto dizia, alto e bom som, como bom bravateiro que é: “O que eles fizerem com a gente, vamos fazer com eles”.
Isso, Lula, investe na sua estratégia desesperada por votos.
Se não estou enganada, Maduro agia de forma bem semelhante em relação à Trump.
Deu no que deu.
Quem sabe você tenha mais êxito, não é mesmo?
Mas já adianto que não conte com a minha torcida. Sorry.
Observo, pacientemente, a movimentação dos dados desse interessante jogo.
Boa sorte na empreitada.

