Não importa a procedência, o que vale é a essência

Foto: Arquivo Google

“Podemos passar pouco tempo na cadeia. Mas nossas putarias têm que continuar”.
Essa pérola da criminalidade no RJ foi escrita pelo ex-secretário de saúde do governo Sergio Cabral, Sergio Côrtes. Por “putaria”, entende-se “temos que continuar matando pessoas”.
O nosso jurássico e impotente código penal diz que esse pseudocidadão não pode ser preso preventivamente. Ele precisa ser julgado e condenado em segunda instância. Portanto, se cair nas mãos de Gilmar Mendes, Lewandowiski ou Toffoli, ele volta para casa. Por isso a certeza de que vai passar pouco tempo na cadeia.
Como qualificar as pessoas que dão liberdade a membros dessas quadrilhas? Coautores? Lamento demais a nossa natureza acomodada, a nossa apatia, a nossa falta de reação diante de tais monstruosidades.
Enquanto “O Globo” publicava essa pérola de Sergio Côrtes, Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-ministro das comunicações do governo FHC, comemorava a liminar que concede dispensa do Lula nos depoimentos de suas 87 testemunhas.
Segundo ele, trata-se de “limites para turma de Curitiba. Ainda bem para a democracia”.
Será? Bom para a democracia ou para a putaria, como tão bem definiu o ex-secretário de saúde do RJ, sobre as suas maracutaias.
Foi FHC quem livrou Lula do mensalão. Se ficasse apenas quieto, sem mexer uma palha, teria nos livrado de boa parte do que está acontecendo hoje.
Mas ambos fazem parte da mesma cepa. Do alto de todo conforto e mordomias (inclusive previdenciárias), ambos defendem ferrenhamente o socialismo – leia-se putaria, na definição mais apropriada de Côrtes.
Curitiba precisa de limites, precisa cumprir regiamente esse código penal jurássico que valoriza o crime e exalta a bandidagem. Coautores da mesma obra. Só muda o glamour.

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