1 de julho de 2022
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Marco Lucchesi, presidente da ABL, fala sobre remição de pena pela leitura, um de meus projetos de lei


Em entrevista a Míriam Leitão, na Globo News, o presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Marco Lucchesi, que visita constantemente os presídios, fala sobre o meu projeto de lei sobre remição de pena pela leitura. “Agora existe a ideia da remissão. Você lê o livro, vai para uma comissão e ganha um dia de pena a menos. Não sei se vai melhorar alguém, mas isso é minimamente humano”, diz Lucchesi.
As visitas a prisões fazem parte da rotina de Marco Lucchesi, presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL). Na convivência com os detentos, ele concluiu que o estado brasileiro falhou com quem está no cárcere, e propõe ampliar o acesso à educação, inclusive nas prisões. Conversei com ele para o meu programa na GloboNews, que será reprisado no sábado, às 06h30 e às 14h30.
— Agora existe a ideia da remissão. Você lê o livro, vai para uma comissão e ganha um dia de pena a menos. Não sei se vai melhorar alguém, mas isso é minimamente humano. E a luta não é apenas [para] a remissão. […] Essas escolas que não foram frequentadas antes, pelo menos no tempo em que eles estiverem lá, elas são dramaticamente necessárias. É para restaurar a posteriori, mas sempre a tempo, aquilo que o estado ‘madrasta’ deixou de fazer antes — diz. Ele destaca o “espanto” que teve com a capacidade de aprendizado de jovens detentos.
O combate à desigualdade é outra política defendida pelo imortal, eleito para a academia em 2011.
— Temos a responsabilidade, em todas as nossas áreas, de trabalhar pela cultura da paz. Só que a cultura da paz, do diálogo, tem que passar pelo elemento-chave, que é o fim da desigualdade, de atenuar cada vez mais rapidamente a desigualdade. Sem isso, não há intervenção que resolva, não há diálogo possível porque serão partes assimétricas. E tampouco essa cultura da paz cairá do céu. É preciso construí-la com paciência, com disponibilidade, sem preconceitos, diante de uma mesa de irmãos — diz.
Ele acredita que a sociedade tem condições de reverter essa situação, com acesso à educação e a proteção da infância.
— Quanto mais a sociedade puder amparar o futuro dessas crianças e meninos, mais fácil será. Porque senão eu vou encontrá-los na prisão.
Veja a entrevista completa no Globoplay
Fonte: https://goo.gl/pcq9oz
Foto Marco Lucchesi: Divulgação/Facebook ABL
Foto montagem de fundo: Eduardo Ferreira/Governo do Goiás

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