7 de julho de 2022
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Governo perdido


Apesar da situação insustentável dos aumentos diários dos combustíveis, os governos (federal e estadual) avaliaram mal o ponto de resiliência do brasileiro, mais especificamente dos caminhoneiros, que levam, literalmente, esse país nas costas.
Acharam que continuariam nadando de braçada nas putarias institucionalizadas por partidos e homens corruptos e assassinos.
O governo Temer acabou oficialmente com a instalação da greve dos caminhoneiros. A ficha caiu tarde demais. O país foi de carona. Já não é mais pelo preço da gasolina. Relato de um caminhoneiro no meu WhatsApp:
“Sil, só pra vc saber. Hoje a classe caminhoneiros ja começam a mudar os objetivos. Já ñ se fala muito em isenção dos impostos. Hoje, só se fala em Intervenção Militar”.
Gostaram, senhores governantes? E agora, José? José Sarney, José Dirceu e tantos outros “josés” que acabaram com esse País?
Carlos Marum, o ministro leão de chácara, esqueceu a dancinha e está um doce de pessoa. Quase um lorde, não fosse seu histórico de troglodita canalha. O figurino não lhe cai bem, por falso e manipulador. Temer pediu penico e mentiu ao insinuar que o povo está contra a greve de caminhoneiros.
Contra, sim, essa imbecilidade de intervenção militar. Isso não leva a nada, como nunca levou. Mas esticaram demais a corda, agora vão ter que fazer o diabo (às avessas) para segurar esses sete meses até a oficialização da saída.
Claro que o preço precisa acompanhar a variação do mercado! É óbvio! Mas com a variação do mercado estamos pagando aumento de impostos diários, porque tem 45% de tributo na composição de preços.
Parente achou que não devia explicações. Ora, senhor, você preside uma gigante, sim, mas estatal. Precisa, sim, bater cabeça para os verdadeiros donos. Explicar tim-tim por tim-tim como banda toca, e depois apontar os responsáveis, como acabou fazendo depois do seu showzinho de arrogância.
Não é mais o combustível, estúpido!
Estamos financiando mordomias impensáveis em qualquer país civilizado do mundo, exceto, claro, nas ditaduras. Um Congresso que consome R$ 1,2 milhão por hora é o ápice da canalhice institucional.
Temer quer três dias para pensar numa solução? Mas ele teve tantos dias, ao longo desse ano e meio, e não pensou em nada além de sua defesa pessoal indefensável!
Como assim, Temer? Vai chorar na cama, que é lugar quente. E aguardar o fim oficial do seu governo, tocar piano e torcer por uma sala decente que lhe abrigue na PF.

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