Contemporaneidade brasileira

Mesmo sabendo da exposição do Banco Santander, nós não ia. Nós não “apreceia” este tipo de arte, mas acredita que, para quem gosta, aquilo é um prato cheio. Também nós não entende porque, no release de apresentação do evento, há um parágrafo afirmando que o espaço é dedicado às crianças. Sinceramente, nós não queria que um neto visse aquilo. Para que enrolar a cabeça da meninada? Para que chocá-la com a visão de um homem às voltas com uma cabra, um carneiro, um cachorro, sei lá? Para que? Nós acha que os nossos netos ficaria assustados e poderia acreditar que o homem estava maltratando o animalzinho – e não é que estava mesmo?

Nós não gosta de ter pago a tal exposição. Um milhão de Reais da Lei Rouanet? Com absoluta certeza este milhão poderia ter sido utilizado em algo mais útil. Mas as veiz nós pensa que algum vírus maligno atacou as cabeça pensantes deste país. De repente, virou moda atazanar a infância, tudo é desculpa para impor aos meninos e meninas noções pouco ortodoxas de sexualidade. Vamos deixá-los crescer, gente. O que eles/elas, mais velhas, decidirem ser, a gente apoia, ajuda, ampara. Mas pegar nenén de quatro, cinco anos e tentar impingir que eles/elas não são o que parecem ser, meu Deus, isto é tara, não é possível.
Mas, óia só, nós acredita que deviam deixar a exposição aberta, com restrição de faixa etária. Adulto que apreciasse, iria lá ver. Afinal há gosto para tudo. Como se diz por aí, passarinho que come pedra sabe o fiofó que tem.
Agora, o que nós gostaria mesmo era que o artista e o curador fossem valentes de verdade e, em vez de profanar um símbolo católico – coisa provinciana, tanta gente já fez isso, nem impressiona mais -, ousassem desrespeitar Alá ou Maomé. Acreditem, o sucesso seria internacional. Nesta altura, a imprensa mundial estaria noticiando a incrível e inacreditável exposição brasileira em que um artista e o curador ousaram ofender a comunidade muçulmana e receberam uma fátwa. Ou seja, foram condenados à morte. Como nós sabe, a Islã não aceita gracinhas religiosas. Vacilou, dançou.
Fica a sugestão ao senhor Gaudêncio Fidelis e ao Banco Santander. Se a intenção era provocar uma discussão, vocês conseguiram. Mas a nível nacional. Meio pobreza, convenhamos.
Mimimi doméstico não impressiona. Ousem, esta é a função da arte. Da próxima vez, cutuquem a onça com a vara curta. Tenham certeza que nós, os brasileiros, seremos solidários à iminente execução de vossas senhorias.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *