Nesses tempos estranhos de coronavírus, e já cansada de só ouvir e ler sobre o assunto e também sobre a queda das Bolsas de Valores pelo mundo, procurei inspiração para, quem sabe, trazer um pouco de alento ao leitor.
A imagem do Monte Saint-Michel logo me veio à cabeça. Perfeito: um lugar de incrível beleza e um dos principais santuários da Europa, pareceu ser a melhor escolha para o post desta semana. O leitor nem precisa ser religioso, mas na hora de um perrengue vale ter fé, concordam?
O fantástico visual do Monte Saint-Michel! (Fonte: Mônica Sayão)
O Monte Sainte-Michel localiza-se 350km a oeste de Paris, na divisa entre a Bretanha e a Normandia. É o segundo lugar mais visitado da França, só perdendo para Paris.
Não é para menos: além da linda cidadezinha medieval murada que se desenvolveu em torno da abadia beneditina, há um fenômeno único da natureza: o movimento fortíssimo e rápido das marés que transforma o Monte numa ilha, sendo a diferença entre a maré baixa e a mais alta de 15m de altura.
Se o visitante desejar assistir a este fenômeno é essencial acessar o site https://www.ot-montsaintmichel.com/en/horaire-marees/mont-saint-michel.htm, que dirá as datas do ano quando a maré alta irá acontecer.
Uma estrada elevada foi construída recentemente para acesso de pedestres e do shuttle gratuito.
Carros agora estacionam a 3km de distância. (Fonte: Mônica Sayão)
No passado a velocidade da chegada da maré alta causou mortes e carros arrastados pelas águas no estacionamento que era, na época, no entorno da entrada do vilarejo. Há alguns anos o estacionamento foi transferido para “terra firme” a 3km do Monte Saint-Michel e uma estrada elevada foi construída para os pedestres e também para o serviço de shuttle gratuito que opera regularmente entre o estacionamento novo e a entrada do vilarejo. Na maré baixa só se vê areia no entorno de Saint-Michel, muitas vezes movediça, e ainda hoje é recomendado que só se caminhe por essas areias acompanhado por guias locais.
Na maré baixa, só um grande areal no entorno da muralha. (Fonte: Mônica Sayão)
Caminhar pelo areal pode ser perigoso. Recomenda-se o acompanhamento de guia local. (Fonte: Mônica Sayão)
Ainda do lado de fora das muralhas já começa a emoção. Aliás, a gente se emociona desde a primeira visão do lugar.
Vista do Monte Saint-Michel, bem próxima das muralhas, antes de entrar na cidade.
(Fonte: Mônica Sayão)
Um amontoado de casas de pedra muito antigas, um charme só!
(Fonte: Mônica Sayão)
Há duas portas de entradas subsequentes. Na última há uma ponte levadiça.
(Fonte: Mônica Sayão)
São duas portas de entrada subsequentes em Monte Saint-Michel. Uma delas, a mais antiga, tem ponte levadiça que certamente protegeu seus habitantes no passado de invasões indesejadas.
La Mère Poulard, a mais famosa marca da cidade. E tudo começou com um omelete… (Fonte: Mônica Sayão)
Logo na entrada vemos o nome La Mère Poulard. Acostume-se leitor. Tudo começou quando o casal Poulard abriu um restaurante, no século XIX, onde servia um omelete que ganhou fama, e hoje creio que seja o prato mais pedido da cidade. Mas tem que ser o da La Mère Poulard, mesmo que para isso o leitor pague, e paga, um preço muito alto por ele. Hoje a marca Poulard se repete como hotel, loja de souvenirs, café, o que você possa imaginar.
Início da La Grande Rue, e … mais uma La Mère Poulard! (Fonte: Mônica Sayão)
Não falei da marca Poulard? Aqui está ela novamente como loja de presentes. A rua acima é a Grande Rue, que liga a entrada da muralha até a abadia no topo do monte. Pode ser grande em comprimento e em escadas até a Abadia, mas é bem estreita, e super charmosa, com várias lojinhas e todo tipo de restaurantes. Fica lotada no verão, principalmente em agosto, assim como todo o vilarejo. Fui no final de setembro e visitei a cidade no final da tarde, à noite e no dia seguinte cedo pela manhã. Vale a dica!
Ah não! Agora um hotel La Mère Poulard? Sim! (Fonte: Mônica Sayão)
Quando o comércio e atrativos fecham, os turistas vão embora. Agora é que fica bom! (Fonte: Mônica Sayão)
Detalhes da La Grande Rue. Muito estreita e muito charmosa.
(Fonte: Mônica Sayão)
Muitos degraus que proporcionam visuais lindos. (Fonte: Mônica Sayão)
A gente segue La Grande Rue e chega-se a um ponto, antes da heroica subida final até a abadia, onde pode-se optar por passear pelas muralhas da cidade. Foi o que fiz no primeiro dia de minha visita. Andar pelas muralhas foi o que mais gostei de fazer em Saint-Michel. São muitas subidas e decidas e variadas visões da cidade e do entorno arenoso. Parece que a gente é transportada para a Idade Média, recomendo fortemente.
Caminhar pelas muralhas é puro deleite e alguns degraus, eu diria!
(Fonte: Mônica Sayão)
Quem sabe não são muitos degraus e algum deleite? (Fonte: Mônica Sayão)
Tenham esperança: há trechos planos nas muralhas. (Fonte: Mônica Sayão)
E detalhes deliciosos! (Fonte: Mônica Sayão)
E um pouco mais de escadas… Alguém está reclamando? (Fonte: Mônica Sayão)
Mas a vista sempre compensa! (Fonte: Mônica Sayão)
Parece até uma caminhada fácil! (Fonte: Mônica Sayão)
mais das muralhas. (Fonte: Mônica Sayão)
No dia seguinte minha missão era chegar até a Abadia, bem no topo do monte. A história diz que, no século VIII, o bispo Aubert de Avranches teve um sonho com o arcanjo Saint-Michel que lhe disse para construir uma pequena capela no então Monte Tombe.
No século X os beneditinos se instalaram no local e construíram então a abadia. Na época da Revolução Francesa os monges foram expulsos e a abadia foi transformada em prisão. Assim foi até o século XIX quando extinguiram a prisão e empreenderam um grande restauro. Finalmente em 1979 o monumento foi classificado como Patrimônio da Unesco.
A caminho da abadia… Ufa! (Fonte: Mônica Sayão)
Como disse, há degraus para se chegar ao topo, muitos deles. Nada que uma paradinha básica de vez em quando não resolva o problema. E quando se chega lá em cima, é só alegria.
Interior da abadia em estilo românico, que condiz com a época de sua construção. (Fonte: Mônica Sayão)
No pátio em frente à igreja, a gaivota era a atração principal… (Fonte: Mônica Sayão)
E posou para mim em grande estilo. (Fonte: Mônica Sayão)
Uma visita ao claustro é fundamental. (Fonte: Mônica Sayão)
Arcos ogivais duplos. Agora o estilo é gótico. Lindo! (Fonte: Mônica Sayão)
Com certeza valeu a subida! (Fonte: Mônica Sayão)
O Monte Saint-Michel é um desses lugares que a gente precisa visitar durante nossas vidas. Se a visita puder ser conciliada com maré alta e não em agosto, melhor ainda.
Não me hospedei dentro da cidade murada. Os preços eram proibitivos e havia poucos quartos disponíveis. Fiquei num hotel bem próximo ao estacionamento atual, que, aliás, fica escondido do público passante.
Há uns 3 ou 4 hotéis, umas poucas lojinhas e restaurantes, tudo com preços mais acessíveis, e a 3km de caminhada até a entrada de Monte Saint-Michel. Que também pode ser feita no shuttle, como comentei. Achei minha escolha excelente até porque permaneci intramuros até a noite cair, o que dá outra atmosfera ao lugar. Por tudo isso a recomendação de pernoite na região.
A melhor maneira de chegar ao Monte Saint-Michel é de carro. Não há trem direto de Paris até lá, então o carro traz muito mais conforto. Se não houver outro jeito, vale também pegar uma das excursões bate e volta de Paris.


O fantástico visual do Monte Saint-Michel! (Fonte: Mônica Sayão)
Uma estrada elevada foi construída recentemente para acesso de pedestres e do shuttle gratuito.
Na maré baixa, só um grande areal no entorno da muralha. (Fonte: Mônica Sayão)
Caminhar pelo areal pode ser perigoso. Recomenda-se o acompanhamento de guia local. (Fonte: Mônica Sayão)
Vista do Monte Saint-Michel, bem próxima das muralhas, antes de entrar na cidade.
Um amontoado de casas de pedra muito antigas, um charme só!
Há duas portas de entradas subsequentes. Na última há uma ponte levadiça.
La Mère Poulard, a mais famosa marca da cidade. E tudo começou com um omelete… (Fonte: Mônica Sayão)
Início da La Grande Rue, e … mais uma La Mère Poulard! (Fonte: Mônica Sayão)
Ah não! Agora um hotel La Mère Poulard? Sim! (Fonte: Mônica Sayão)
Quando o comércio e atrativos fecham, os turistas vão embora. Agora é que fica bom! (Fonte: Mônica Sayão)
Detalhes da La Grande Rue. Muito estreita e muito charmosa.
Muitos degraus que proporcionam visuais lindos. (Fonte: Mônica Sayão)
Caminhar pelas muralhas é puro deleite e alguns degraus, eu diria!
Quem sabe não são muitos degraus e algum deleite? (Fonte: Mônica Sayão)
Tenham esperança: há trechos planos nas muralhas. (Fonte: Mônica Sayão)
E detalhes deliciosos! (Fonte: Mônica Sayão)
E um pouco mais de escadas… Alguém está reclamando? (Fonte: Mônica Sayão)
Mas a vista sempre compensa! (Fonte: Mônica Sayão)
Parece até uma caminhada fácil! (Fonte: Mônica Sayão)
mais das muralhas. (Fonte: Mônica Sayão)
A caminho da abadia… Ufa! (Fonte: Mônica Sayão)
Interior da abadia em estilo românico, que condiz com a época de sua construção. (Fonte: Mônica Sayão)
No pátio em frente à igreja, a gaivota era a atração principal… (Fonte: Mônica Sayão)
E posou para mim em grande estilo. (Fonte: Mônica Sayão)
Uma visita ao claustro é fundamental. (Fonte: Mônica Sayão)
Arcos ogivais duplos. Agora o estilo é gótico. Lindo! (Fonte: Mônica Sayão)
Com certeza valeu a subida! (Fonte: Mônica Sayão)
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