9 de agosto de 2022
Turismo

Montanhas Rochosas canadenses

Montanhas Rochosas Canadenses: beleza impactante. (Fonte: Mônica Sayão)

Minhas amigas dizem que há coisas na vida que a gente não deve revelar, e a idade é a principal delas. Contar que fui às Montanhas Rochosas Canadenses pela primeira vez em 1980 deveria ser segredo trancado a sete chaves. Mas, fazer o quê? Foi lá que aprendi a esquiar, durante uma semana, com temperaturas em média de 20ºC negativos. Difícil, não vou enganar vocês. Mas o esforço e o frio foram compensados pela descoberta de um dos lugares mais espetaculares do mundo!

Voltei várias vezes ao longo da minha vida, em todas as estações do ano. A última vez foi em julho de 2017, em pleno verão canadense.

Pelas estradas do Parque Nacional de Banff. (Fonte: Mônica Sayão)

As Montanhas Rochosas são uma cordilheira que se estende desde as províncias de British Columbia e Alberta no Canadá, até o estado do Novo México, no sudoeste dos Estados Unidos. São quase 5.000 quilômetros de extensão e de grande beleza.

A parte canadense tem comprimento de, aproximadamente, 1.500 quilômetros e é dividida em quatro parques nacionais: Banff, Jasper, Kootenay e Yoho. O mais lindo, na minha opinião, é o de Banff.

Mapa das Rochosas Canadenses com seus parques nacionais. (Fonte: www.thelaughingtraveller.com)

O Parque Nacional de Banff reune alguns dos mais bonitos lagos da América do Norte: Lago Louise, Lago Moraine e Lago Peyto. Mesmo se não houvesse as montanhas maravilhosas, já valeria a viagem só para conhecê-los.

O mais famoso deles é o Lake Louise, ou seria o Moraine Lake? Difícil escolha. Aliás, nada de escolha, o negócio é ter tempo e uma boa câmera para fotografar tudo e muito.

Principais atrações do Parque Nacional de Banff:

1- Lake Louise:

O lago é um dos cartões-postais do Canadá. Localiza-se a poucos quilômetros do vilarejo com o mesmo nome, que é muito pequeno, com algumas lojas, posto de gasolina e alguns hotéis. Ao chegar ao lago, independente da época do ano, a gente se depara com a geleira perene de Victoria. Que beleza!

As fotos abaixo foram tiradas no verão e na primavera. É muito lindo ver tudo branco no inverno, e mesmo no início da primavera, mas o contraste das montanhas com o lago de cor esmeralda é imbatível.

Há trilhas para caminhar ao redor do lago, assim com barcos para alugar. E há um hotel muito bacana, o Fairmount Château Lake Louise, onde vale pelo menos um almoço no seu restaurante elegante, sentado em mesa próxima às janelas de vidro, curtindo a paisagem. Garanto que será refeição memorável.

É importante ressaltar que Lake Louise tem uma das maiores e melhores áreas de ski do Canadá. É um resort muito procurado no inverno.

Foto tirada no verão de 2017: imagem espetacular! (Fonte: Mônica Sayão)
O Fairmount Château Lake Louise é a única construção no entorno do lago. (Fonte: Mônica Sayão)
As janelas maiores no andar térreo são do restaurante de que falei. (Fonte: Mônica Sayão)
Difícil parar de contemplar… (Fonte: Mônica Sayão)
Mesmo ângulo do lago, só que esta foto foi tirada na primavera. A superfície do lago ainda estava congelada! (Fonte: Mônica Sayão)
Zoom na geleira Victoria. (Fonte: Mônica Sayão)

2- Moraine Lake:

Este é outro cartão-postal do Canadá, a 15km de Lake Louise. A cor do lago ainda impressiona mais que a de Lake Louise. É um tom de azul turquesa maravilhoso. Aliás, os lagos das Montanhas Rochosas têm um colorido todo especial por causa do degelo da neve que deposita sedimentos de rochas no fundo deles. A tonalidade de turquesa ou de esmeralda depende da profundidade dos lagos, pelo menos é o que dizem.

Há só um hotel no Moraine Lake, que é o Moraine Lake Lodge, que não é imponente como o Fairmount mas é muito aconchegante. Seus hóspedes têm uma visão similar a essas das fotos abaixo.

Moraine Lake: não há necessidade de comentários… (Fonte: Mônica Sayão)
O Moraine Lake Lodge é a única construção no entorno do Moraine Lake. (Fonte: Mônica Sayão)

3- Peyto Lake:

Para ser acessado, há uma pequena caminhada a ser feita até um mirante panorâmico. O cenário visto de cima é ainda mais impactante e a cor da água faz a gente piscar para ter certeza que não há nada de errado com nossos olhos.

Peyto Lake: imagem inesquecível! (Fonte: www.travelalberta.com)

4- Banff:

A cidadezinha de Banff é a melhor opção de hospedagem se a ideia é desfrutar da natureza e também ter facilidade de acesso a restaurantes e lojinhas. Tem cerca de 8 mil habitantes, o que não mudou muito ao longo das décadas. Lembram que disse que conheço a região há muito tempo? Tudo tem um lado bom…

É super charmosa, rodeada por montanhas imponentes, e oferece outros atrativos interessantes.

A cidade de Banff é assim: pequena, charmosa e rodeada por montanhas. (Fonte: Mônica Sayão)
Lojinhas, restaurantes, e uma atmosfera perfeita de cidade pequena. (Fonte: Mônica Sayão)
Banff: arquitetura simpática e acolhedora. (Fonte: Mônica Sayão)

5- Gôndola da Sulphur Mountain:

Subir de gôndola a Sulphur Mountain é uma de minhas coisas favoritas a fazer quando hospedada em Banff. A bilheteria e o local de entrar na gôndola é próximo ao Fairmont Banff Springs, mais um daqueles grandes e emblemáticos hotéis canadenses e que fica a 5min de carro do centrinho de Banff.

A gôndola vai até ao topo da Sulphur Mountain e o trajeto dura 8min. Lá em cima o visual é fantástico, de tirar o fôlego. Há um espaçoso restaurante num prédio circular todo envidraçado, onde há também um terraço panorâmico de 360º. E vários pontos de observação da paisagem, inclusive passarelas de madeira, que permitem caminhadas e diferentes perspectivas da paisagem tão deslumbrante.

Vista aérea do Fairmont Banff Springs, um hotel tradicional no estilo “château”, como o de Lake Louise.
Fica a 5min do centro de Banff e ao lado da subida da gôndola da Sulphur Mountain. (Fonte: Mônica Sayão)
Subida na gôndola da Sulphur Mountain. (Fonte: Mônica Sayão)
Primeira imagem ao sair da gôndola, no terraço panorâmico. (Fonte: Mônica Sayão)
Visual a partir do restaurante envidraçado: do outro lado está o observatório meteorológico construído em 1903. (Fonte: Mônica Sayão)
Há passarelas que permitem que a gente passeie pela montanha, chegando até ao antigo observatório meteorológico.
Visuais maravilhosos por todo o percurso. (Fonte: Mônica Sayão)
Tudo muito lindo, a 2.500m de altitude. (Fonte: Mônica Sayão)

Como chegar à Banff? Se você estiver vindo de avião, o desembarque é em Calgary, cidade que fica a 130km da cidade de Banff. No aeroporto sugiro alugar um carro porque é a melhor maneira de conhecer as Montanhas Rochosas.

Se você estiver em Vancouver continuo achando que o avião é a melhor maneira de chegar à Calgary e depois à Banff. Mas há quem prefira fazer esse trecho de trem, o que é um passeio muito bonito, porque o trem é panorâmico. Inconvenientes: o preço do trem é caro e leva muito tempo. Apesar da paisagem ser linda pelo caminho, nada é mais bonito que o destino final, as Rochosas.

O Canadá é um país encantador. Ter morado lá por seis anos me fez ver o país e seu povo de uma maneira mais abrangente. Adoro retornar e estou feliz de, em agosto próximo, poder levar um pequeno grupo de turismo. O roteiro está lindo e inclui as Montanhas Rochosas, Vancouver, Victoria, e um passeio de navio por sete dias até o Alasca.

Se alguém tiver interesse, é só entrar em contato: monicasayao@gmail.com

“Arquiteta de formação e de ofício por muitos anos, desde 2007 resolveu mudar de profissão. Desde então trabalha com turismo, elaborando roteiros e acompanhando pequenos grupos ao exterior. Descobriu que essa é sua vocação maior.”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.