Hvar, na Croácia, é uma boa dica pra quando a pandemia acabar

Tenho pensado muito em qual será meu primeiro destino de viagem quando a pandemia acabar, ou pelo menos quando melhorar o bastante para a gente poder viajar com segurança.

Cheguei a uma conclusão: primeiro darei um pulinho em Cascais, minha amada cidade, só para matar as saudades desse lugar tão precioso.
Depois meu destino será Hvar, uma ilha da Croácia, onde já estive em duas ocasiões distintas, sempre a trabalho, acompanhando meus grupinhos do turismo. A Croácia com tem uma costa espetacular, banhada pelo Mar Adriático.

A linda Hvar encanta logo de cara. A cidade leva o mesmo nome da ilha.
(Fonte: Mônica Sayão)

Não resisto a um mapa, vamos lá: abaixo está a parte mais bonita da costa croata, entre Split ao norte e Dubrovnik ao sul. Ao longo desse trecho estão as ilhas mais lindas, como Brac, Hvar, Vis e Korcula. É para lá que irei, mais precisamente na pequena cidade de Hvar. Não custa sonhar…

Mapa da costa da Croácia, entre Split (ao norte) e Dubrovnik (ao sul). Ao longo da costa encontramos as mais lindas ilhas do país, incluindo a ilha de Hvar.
As linhas pontilhadas em vermelho são as rotas dos ferryboats e catamarãs . (Fonte: www.infohvar.com)

A maneira mais rápida de chegar à ilha de Hvar é de barco, saindo de Split. Se a pessoa estiver de carro seguirá de ferryboat, que atracará na cidadezinha de Stari Grad. O percurso leva 2h até Stari Grad e depois cerca de 30min de carro até Hvar Town, como é chamada. Se estiver a pé, a melhor opção é o catamarã (onde não entram carros) da rede Jadrolinija, que é mais rápido e atraca bem no centro, no porto de Hvar.

Em primeiro plano a ilha de Hvar. A ilha é conhecida por seus campos de lavandas, oliveiras e por áreas com vinhedos.
(Fonte: Mônica Sayão)
Hvar Town e seu porto bem abrigado. Essa é a parte mais central e badalada. Imagem a partir da fortaleza de Hvar. (Fonte: www.culturetrip.com)

Hvar Town é bem antiga, com um pequeno porto quase em frente à praça central, de onde se avista um castelo no topo da colina, tudo isso emoldurado por um mar cristalino de azul intenso. Há pouco mais de onze mil habitantes na cidade que é irresistivelmente charmosa.

Sua história remonta à época dos gregos que em 384 a.C. fundaram, na ilha de Hvar, a cidade de Pharos, hoje chamada de Stari Grad, onde chegam os ferryboats.

Hvar Town cresceu em importância por causa da República Veneziana que, a partir do século XI, dominou cidades e rotas de navegação do Mar Adriático em particular, e de partes do Mediterrâneo em geral, como muitas ilhas gregas. Veneza fez de Hvar Town uma base naval importante e com isso prosperidade e desenvolvimento chegaram à cidade.

Hoje se percebe claramente a influência do período veneziano na arquitetura local pelas mansões que pertenceram aos nobres na época.

Janelas típicas de uma mansão do período veneziano. (Fonte: Mônica Sayão)
O leão alado numa fachada de Hvar: símbolo de Veneza. (Fonte: Mônica Sayão)

As ilhas croatas ainda são bem selvagens, com natureza preservada. Apesar de Hvar Town ser o balneário mais badalado do país, onde no verão atracam muitos iates bacanas, é um lugar chique embora despretensioso, o que muito me agrada.

Variados restaurantes e cafés se espalham pelas suas estreitas ruas de pedra, e, é claro, ao longo da orla. O leitor pode se sentar num deles e se deliciar com lagosta e champagne, mas nada é ostensivo.

O comércio é discreto mas há mercadoria de ótima qualidade. Sem contar, é claro, as lojinhas que vendem produtos de lavanda, um orgulho local.

Há bons hotéis para uma estadia confortável. O hotel que optamos foi o Amfora Hvar Grand Beach Resort, que tem uma boa infraestrutura, com piscina bacana e praia particular. O Amfora não está localizado bem no centro, mas é bem amplo e muito agradável. E tem a vantagem de ser mais sossegado à noite. Ótimo para famílias e grupos. Do hotel chega-se ao centrinho por caminhada de 10min, beirando a maravilhosa orla.

Piscina e praia do Amfora Resort Hotel. (Fonte: Mônica Sayão)
A praia em frente ao hotel é maravilhosa. A água do mar é sempre mais para fria, mas bem suportável.
Se o leitor morar no Rio de Janeiro, estará habituado.
(Fonte: Mônica Sayão)
Esse é o caminho à beira-mar entre o Amfora Hotel e o centrinho histórico. São 10 min de caminhada sem pressa. Após a curva a gente já avista o centro. (Fonte: Mônica Sayão)
Logo após a curva (foto anterior) o centrinho está ao fundo, com a fortaleza
no topo da colina. (Fonte: Mônica Sayão)
Mais de perto. (Fonte: Mônica Sayão)
Vista do outro lado do porto, onde atracam os barcos de passageiros vindos de Split.
(Fonte: Mônica Sayão)
A fortaleza foi construída no século XVI, ainda no período de dominação veneziana.
(Fonte: Mônica Sayão)

A praça de Svetog Stjepana é o coração de Hvar Town. Todas as ruas dão na praça e é lá que está a catedral da cidade, de São Estévão. A partir da praça é só entrar numa das ruelas, sem rumo. Há becos, escadas, sacadas e portas bonitas, e muitas vezes um restaurante ou café escondido.

Praça central de Hvar Town está bem próxima ao porto. Ao fundo, a Catedral de São Estevão, com seu campanário do século XVII.
(Fonte: Mônica Sayão)
Pelas ruazinhas de Hvar. (Fonte: Mônica Sayão)
Explorando os recantos de Hvar Town. (Fonte: Mônica Sayão)
Numa dessas caminhadas passamos por um restaurante bem escondido. Se pareceu simpático de dia… à noite foi sensacional,
pelo ambiente e pela gastronomia. O nome é Giaxa. Recomendo! (Fonte: Mônica Sayão)
O mesmo restaurante à noite. O Giaxa é excelente! (Fonte Mônica Sayão)

A partir da praça central, continua-se o passeio pela orla, só que na direção oposta ao Amphora Hotel. Logo estamos na Riva, a orla de Hvar Town onde os barcos atracam. É uma parte especialmente bonita, enfeitada por fileira de palmeiras. Lá estão vários restaurantes e é muito aprazível passar um tempo num deles.

A Riva, a parte mais charmosa da orla. (Fonte: Mônica Sayão)
Difícil parar de fotografar… (Fonte: Mônica Sayão)
Às vezes a gente dá uma escapada da orla, mas ela não escada da gente!
(Fonte: Mônica Sayão)

Continuar na orla pelo menos até o Mosteiro Franciscano, construído no século XV, é imprescindível. A localização do mosteiro na beira do mar e rodeado por vegetação exuberante é uma daquelas imagens que a gente nunca esquece.

Mosteiro Franciscano construído no século XV. Lindo demais!
(Fonte: Mônica Sayão)
Detalhe da praia junto ao Mosteiro Franciscano. A praia é de pedrinhas, mas nada importa com um mar tão lindo!
(Fonte: Mônica Sayão)

Outro programa bacana é visitar a fortaleza. São muitos degraus a partir da praça central, mas sempre há a alternativa de ir de táxi e voltar pelas escadas. Já diria meu pai que “para baixo todo santo ajuda”. A vista é extraordinária, vale demais conferir.

Se me perguntarem quantos dias são necessários para conhecer Hvar, vou responder: tantos quantos forem suas expectativas. A minha, quando a pandemia acabar, é passar umas cinco noites de hotel fazendo Hvar Town como base.

Quero muito conhecer as outras ilhas próximas, que também são lindas. Algumas são pura natureza, outras possuem vilarejos encantadores.

Gostaria de conhecer Vis, Korcula, Brac e a Gruta Azul em Bisevo. Sem contar as Ilhas Paklinski, que são bem próximas de Hvar. Há muita oferta de barcos tripulados ou não.

De certo, eu sempre voltaria dos passeios de barco a tempo de assistir ao pôr do sol em Hvar Town. É inesquecível!

Pôr do sol em Hvar Town. (Fonte: Mônica Sayão)

Não custa nada sonhar…

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4 Comentários

  • Edwiges chiapetta Azevedo , 28 de março de 2021 @ 15:17

    Oi Monica, que charme essa ilha da Croácia, aliás é um país que ainda, infelizmente, não conheço.Me leve com você na próxima viagem. Bjs💖

  • Mônica Sayão , 31 de março de 2021 @ 17:54

    Edwiges querida,

    Hvar é um lugar lindo. Aliás, a costa da Croácia é deslumbrante.
    Vamos pra lá? Eu topo, sempre!

    Saudades!
    Bjs
    Mônica Sayão

  • LEILA MARIA PEREIRA VIEIRA , 18 de abril de 2021 @ 13:07

    Tudo que vi da Croácia gostei imensamente e esta ilha é um trecho do paraíso na terra. Precisamos voltar. Estou maravilhada com as fotos.

    • Mônica Sayão , 20 de abril de 2021 @ 19:11

      Querida Leila,

      A gente não se cansa da beleza da Croácia!
      Precisamos voltar sim!!!

      Bjs
      Mônica

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