Conhecendo Montenegro – Kotor

Comecei minha viagem por Montenegro na coluna anterior, ao falar sobre Perast, que junto com as cidades de Kotor, Budva, Stevi Stephan e a Baía de Kotor, são os lugares que mais encantam no país.

Que o leitor não se iluda: estou aqui no Rio de Janeiro. Mesmo vacinada, a prudência recomenda que ainda não me jogue pelo mundo, que é o que mais amo fazer.

Conheço Montenegro de duas viagens, a última delas em 2019. Para quem não leu a coluna anterior, Kotor encontra-se no fundo da Baía de Kotor. A baía é longa e tortuosa, rodeada por montanhas íngremes, e, por esse motivo, é conhecida como a Baía dos Fiordes. É banhada pelas águas límpidas do Mar Adriático, e é belíssima.

Kotor às margens da baía de mesmo nome, cercada de fiordes.
(Fonte: www.balkaninsight.com)

Kotor foi habitada desde o tempo dos romanos. A cidade prosperou muito quando passou a pertencer à República de Veneza, dos séculos XV ao XVIII, por ser um porto de importância estratégica.

A cidade é um charme só. Espremida entre as águas da baía e as montanhas, seu centro histórico é cercado por antigas muralhas de pedra, que sobem até bem alto pela encosta.

Muralhas de Kotor à direita, com as montanhas ao fundo. (Fonte: Mônica Sayão)

Há três portões para se entrar na cidade antiga murada: o Sea Gate (Portão do Mar), o River Gate (que é o Portão Norte) e o Gurdic Gate (que é o Portão Sul). O Sea Gate é a entrada principal, bem em frente ao atracadouro dos navios de turismo que sempre aportam por lá.

O Sea Gate é o principal portão de entrada na cidade murada. (Fonte: Mônica Sayão)
Ao atravessar o Sea Gate chega-se à Praça das Armas, a principal da cidade murada. (Fonte: Mônica Sayão)
A Praça das Armas é muito simpática, e tem como maior atrativo a Torre do Relógio, construída no século XVI. Ao fundo a muralha chegando ao topo da montanha.
(Fonte: Mônica Sayão)
Um recanto da Praça das Armas: vários restaurantes e cafés para escolher.
(Fonte: Mônica Sayão)

Quanto à religião, Montenegro tem a grande maioria da população de orientação cristã ortodoxa. No censo de 2003 eram 74,2% de cristãos ortodoxos, 17,4% de muçulmanos e 3,5% de católicos. Não é surpresa descobrir que em Kotor só existem duas igrejas católicas, sendo uma delas a catedral.

Catedral de São Trifão, construída no século XII, é uma das duas únicas igrejas católicas de Kotor.
(Fonte: Mônica Sayão)
A Igreja de São Lucas, construída no século XII, é uma igreja cristã ortodoxa.
(Fonte: Mônica Sayão)

O turista deve tirar um bom tempo para passear pelas ruelas e pequenas praças do centro histórico, descobrindo charmosos recantos escondidos. As igrejas também são bem interessantes de serem visitadas. Carros não entram na cidade murada então o passeio fica ainda mais agradável. Há também a possibilidade de ir ao Bazar de Kotor, também dentro da cidade murada, onde há souvenirs e produtos locais à venda. Esse bazar está localizado nas ruínas do Mosteiro de São Nicolau, destruído no passado por terremoto.

Recantos que encantam em Kotor. (Fonte: Mônica Sayão)
Bazar de Kotor onde era o Mosteiro de São Nicolau no passado.
(Fonte: Mônica Sayão)

Quanto ao assunto gastronomia, sugiro que o leitor experimente o presunto montenegrino, acompanhado de queijos e azeitonas, que é o prato mais típico de lá. Há vários restaurantes de peixes também.

Prato típico de Kotor, com o famoso presunto montenegrino.
(Fonte: Mônica Sayão)

Agora chegamos ao assunto “muralha”. Adoro andar por muralhas medievais, as de Dubrovnik e Rothenburg ob der Tauber são minhas favoritas.

A de Kotor é interessantíssima por subir pela encosta, mas é preciso ter bom preparo físico e disposição. São 1350 degraus até o topo, onde estão as ruínas do Castelo de São João. A pedra do piso é escorregadia então é preciso ter atenção. No verão o cuidado tem que ser dobrado, porque pode ser muito quente. Além de chapéu é bom levar água porque a subida acaba sendo longa.

É possível andar pela muralha que envolve a cidade e que é plana. Mas para quem quer uma vista linda, a dica é caminhar até a Igreja Nossa Senhora dos Remédios, que fica antes da metade da subida. A vista de lá já é fantástica e o desgaste físico não é tão grande.

A subida pela muralha de Kotor até o topo não é fácil: é necessário um bom preparo físico. Uma opção é subir até a Igreja de N. Senhora dos Remédios (na parte inferior esquerda da imagem). De lá se tem um visual muito bacana. (Fonte: www.oncototravel.com.br)
Aqui está a vista a partir dar Igreja de N. S. dos Remédios: uma solução intermediária bem bonita para quem não tiver coragem de subir até o topo.
(Fonte: pt.wikipedia.org)

Acho mesmo que o ideal é haver pernoite nessa região se for verão e os dias estiverem bonitos. Há praias ótimas em Budva e Stevi Stephan, que são no Mar Adriático. São nossos destinos na próxima coluna, quando terminaremos o passeio por Montenegro.

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2 Comentários

  • LEILA MARIA PEREIRA VIEIRA , 1 de setembro de 2021 @ 21:36

    Realmente uma delícia ler esta sua descrição de uma das viagens que mais gostei, foi como viajar de novo por estes lugares maravilhosos. E suas fotos então, cada vez mais surpreendentes. Um colírio verdadeiro. Beijos

  • Mônica Sayão , 3 de setembro de 2021 @ 10:50

    Leila querida!

    Vc sempre muito gentil!

    Como viajar é bom! Quanto lugar pra visitar, curtir e depois relembrar.

    Bj grande,
    Mônica

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