eMuscle cars, em breve na linha Dodge

Provavelmente a maior referência norte-americana em muscle cars, os “carros musculosos” – termo usado inicialmente para definir versões mais parrudas de modelos comuns de passeio – a Dodge já aponta qual será a sua postura em relação à eletrificação automotiva. Embora ainda não tenha divulgado nenhuma informação técnica mais relevante, a montadora criou um novo termo que deixa claras as suas intenções: eMuscle Car.

No vídeo abaixo, em inglês, a novidade é revelada por Tim Kuniskis, presidente da empresa – que pertence ao grupo FCA (Fiat-Chrysler) que, por sua vez, se associou recentemente à francesa PSA (Peugeot-Citroën) para formar a gigante Stellantis. No melhor estilo “herói-durão”, ele apela para os atributos passionais de seus produtos para, ainda que justificando a transição com argumentos de sustentabilidade, prometer que os Dodge ecologicamente corretos continuarão a ser, antes de tudo, ultrapotentes e emocionantes.

Vídeo de apresentação

https://youtube.com/watch?v=IQr-WA7_J3I

Prometida para começar a sair às ruas já em 2024, essa nova geração da Dodge terá a difícil missão de substituir os atuais Charger e Challenger, dois já veteranos de mercado, mas que têm justamente em seu estilo tradicional – e em um motor V8 Hemi que, nas versões mais brabas, rende mais de 800 cv – seu maior atrativo para os entusiastas “raiz”. Não espero, portanto, que esses futuros modelos tenham muito a ver com os Tesla ou outros elétricos de formas orgânicas e comportadas.

É bem mais provável (e desejável) até que eles tenham formas cheias de referências aos clássicos e que, pelo menos a princípio, combinem motores elétricos com outros a combustão, pois assim, híbridos, não chocarão totalmente o público com seu silêncio, pelo menos por enquanto. Pouca coisa seria mais estranha para um muscle car que não rugir.

Isso não quer dizer, porém, que venham a manter os enormes V8, símbolos da pujança (de potência), da gastança (de combustível) e da fumaça americana sob o capô. Iniciando uma transição que fatalmente levará aos puros elétrons em mais uns cinco ou 10 anos no máximo, esses primeiros eMuscles podem chegar com motores V6 ou mesmo de quatro cilindros, turbinados, quem sabe até compartilhados com modelos Alfa Romeo, Maserati ou Peugeot (marcas do mesmo grupo). Cheios de tecnologia e musculosos o suficiente para, combinados aos propulsores elétricos colocarem mais de 1.000cv à disposição de seus motoristas, movendo furiosamente as quatro rodas de carros capazes de queimar borracha como nunca.

Fonte: Blog Rebimboca

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