14 de julho de 2024
Colunistas Ilmar Penna Marinho

Em busca do paradoxo perdido

Camões, no seu célebre soneto “É dor que desatina sem doer”, utilizou um paradoxo, ao reunir, num mesmo verso, duas ideias absolutamente antagônicas.

No pai dos burros, o verbete paradoxo é uma figura de linguagem ou de pensamento.

Traz em si uma ideia de contradição pelos seus elementos antagônicos.

Traz uma falta de nexo ou de lógica que é sempre um desafio ao pensamento e à memória histórica.

Em determinadas circunstâncias temporais, sua simulada coerência chega a enganar os desavisados.

Alguns paradoxos históricos precisam ser desmascarados, a bem da verdade e da moralidade.

A memória nacional não ajuda nas recordações…

É necessário recapitulá-los nesse período pré-eleitoral, antes que se percam no esquecimento e fiquem impunes no “lixo da história”.

Os mais perigosos paradoxos provêm dos atuais Togados do Supremo, falsos guardiões da Lei Maior, que, ao seu bel-prazer e continuamente, violam a Constituição de 1988.

Vale relembrar a soltura, inconstitucional e intempestiva do ex-presidiário-ex-presidente Lula até alçá-lo um surreal candidato presidencial na mais polarizada eleição brasileira, disputada entre uma chapa Ficha Suja petista contra uma chapa Ficha Limpa, de um digno candidato à reeleição.

Nas proximidades da data de comemoração do Bicentenário da Independência do Brasil, a cantora Bebel Gilberto durante um show no “The Guild Theatre”, em Menlo Park, na Califórnia, recebeu uma bandeira do Brasil, doada por um fã na plateia, e a atirou ao chão. Depois, “num protesto contra o Presidente” pisoteou o Símbolo Nacional.

Sambou em cima da bandeira, cantando a que considera uma “inspirada” bela letra musical:

“Bananeira não sei
Bananeira sei lá
A Bananeira sei não
A maneira de ver
Bananeira não sei
Bananeira sei lá
A Bananeira sei não
Isso é lá com você” (bis, várias vezes).


Sabe sim que o seu equívoco do ódio remonta aos áureos tempos da irresponsabilidade fiscal da ex-presidANTA Dilma Rousseff, quando transformou a Lei Rouanet, de 1991, num ideológico “incentivo à cultura” comunistoide, ou melhor, num saco sem fundo de milionárias mortadelas para o oba-oba das “gangues de artistas” petistas, que na maior pouca-vergonha assaltaram durante anos os cofres públicos e deram bananas para o sofrido povo brasileiro.

O odioso paradoxo nasceu bem no início da carreira patrocinada da cantora.

Em novembro de 2012, Ana de Holanda, irmã de Chico Buarque era a Ministra da Cultura de Dilma. Autorizou, sob o manto da generosa Lei Rouanet, que a cantora Bebel Gilberto, a sobrinha de Ana, conseguisse R$ 1,9 milhão para financiar a sua iniciante “Primeira” turnê.

O “aprovo” da Comissão de Ética Pública da Presidência da República foi festejada no núcleo familiar e lulista.

Quantos Auxílios Brasil seriam pagos às famílias carentes com o equivocado patrocínio da cantora?

Com ou sem “bananeiras”, nada justifica o humilhante pisoteio do Símbolo Nacional!

Ao contrário, face aos equívocos históricos e à odiosa campanha contra o Brasil no território nacional e no exterior por antipatriotas, somos tomados de um sentimento de amor e de orgulho à Pátria Amada, que nos emociona com a Bandeira verde-amarela continuando a tremular no horizonte pós-eleitoral com o Presidente Bolsonaro reeleito dia 2 de outubro.

Que Deus proteja o Brasil dos paradoxos petistas e que o povo os condene publicamente nas ruas e no voto democrático.

Ilmar Penna Marinho Jr

Advogado da Petrobras, jornalista, Master of Compatível Law pela Georgetown University, Washington.

Advogado da Petrobras, jornalista, Master of Compatível Law pela Georgetown University, Washington.

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