Ônibus elétricos com recarga sem fio começam a circular em Israel

Ônibus elétricos têm suas baterias recarregadas por sistema de indução Wireless em Israel

Quando li essa notícia, me lembrei do autorama que tinha na adolescência. E o princípio da coisa é bem próximo, mesmo. A imagem dá uma ideia de como funcionará o sistema de carregamento de veículos por indução, implementado em uma avenida em Tel Aviv, Israel. Tal como os carrinhos do meu autorama, ônibus elétricos – é para eles que está sendo instalada a tecnologia – serão supridos da energia elétrica que move seus motores “pela pista” sobre a qual rodam.

Mas, diferentemente dos nossos carros de metrô e dos meus brinquedos, esses coletivos não terão um contato físico direto com a rede elétricas, seja pelas rodas (caso do metrô), seja por escovas de aço (no autorama). A carga será transmitida por um sistema de indução eletromagnética, mais ou menos parecido com o que começa a ser usado nos smartphones mais moderninhos, num processo “sem fio” – ou wireless, em inglês e em nerdês.

A princípio, o trecho coberto pela eletrificação terá apenas 600 metros, ligando um campus universitário ao terminal ferroviário da cidade. Como receberão carga em vários pontos ao longo do caminho, os ônibus não precisarão carregar tantas baterias – o que permite que sejam mais eficientes (menos peso) e, também, que levem mais passageiros.

O sistema, desenvolvido por uma startup local chamada ElectReon Wireless é composto de uma série de bobinas de cobre, que ficam ocultas sob trechos de asfalto e que são conectadas à rede elétrica. Sob o assoalho dos veículos, em movimento, receptores recebem a energia e recarregam continuamente as baterias, sempre que o ônibus passa sobre um desses trechos. Os primeiros testes do sistema devem acontecer já nas próximas semanas.

A ideia de pistas ou trechos de rodovias com sistemas de recarga para veículos elétricos em movimento não é assim tão nova. Em Israel, mesmo, e também na Inglaterra, projetos deste tipo, com foco em grandes caminhões estão sendo desenvolvidos há algum tempo. Nesse caso, seriam instalados vários trechos para recarga ao longo de percursos mais longos, aumentando assim a autonomia de carretas e comboios e diminuindo a necessidade de tantas baterias.

E nada impede, também, que sistemas desse tipo sejam usados para carros de passeio. Nesse caso, o dono do carro poderia contratar o serviço na forma de uma assinatura e, cada vez que fosse utilizá-lo, faria o “login” de seu carro na rede.

Coisas assim, que pareceriam ficção até pouco tempo, hoje me parecem não só totalmente viáveis, como prestes a integrar as nossas rotinas. E você, leitor, o que pensa sobre isso?

Fonte: Blog Rebimboca

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