Diário da crise CDLV

Na China você desaparecia e não iriam nem encontrar o seu corpo.

Essa mensagem do advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef para a colunista do UOL, Juliana Dal Piva é o tema mais comentado desse fim de semana.
Juliana tem publicado uma série de textos e alguns áudios revelando a história de Jair Bolsonaro e família, a maneira como financiam suas campanhas e enriquecem com dinheiro público.

A tática da rachadinha, devolução do salário de funcionários fantasmas, é, mais uma vez, o centro do debate.

Flávio e Carlos Bolsonaro já são investigados por rachadinha. A novidade que os áudios trazem é o fato de Bolsonaro também ter usado fartamente esse método.

Ninguém duvidava disso. Todos pensam que Bolsonaro foi quem ensinou os filhos a usarem o recurso e provavelmente havia uma mobilidade grande de fantasmas entre os gabinetes dos três. A ameaça de Wassef foi condenada por muitos jornalistas. Mensagens de apoio chegam de toda a parte para Juliana. A própria Ordem dos Advogados estuda uma punição para Wassef que usa a tática elementar de milicianos ao ameaçar jornalistas.

No Haiti a coisa continua complicada. Os matadores profissionais contratados para liquidar o presidente já foram presos. Mas há uma crise instalada, muita gente não sai às ruas com medo. Foi pedida ajuda aos Estados Unidos e Biden parece com pouquíssimo apetite para se meter naquela situação sem saida do país.

Quase tudo foi tentado no Haiti e alguns políticos americanos afirmam que se o país afundasse no Caribe não haveria nenhum problema especial, em síntese, o Haiti não interessa à geopolítica dos EUA.

Pela primeira vez na história das pesquisas sobre o governo Bolsonaro, a maioria dos entrevistados se mostra a favor do impeachment: 56 por cento acha que deve ser aberto um processo contra o presidente.

Começam a ser dadas as condições de punir Bolsonaro pelos seus crimes de responsabilidade. Ele sabe disso e reage com fúria; alguns comandantes militares sabem disso também e lançam notas para intimidar.

A verdade é que ao perder o apoio da maioria, Bolsonaro se expõe ao impeachment e, progressivamente, se desgasta, candidatando-se a uma muito provável derrota nas eleições de 22.

Tudo o que ele fez até agora foi dizer que não haverá eleições. Mas insurgir-se contra eleições livres no Brasil é crime de responsabilidade.

É preciso admitir que é perfeitamente constitucional lançar um projeto para que se tenha o voto impresso. Mas o problema é que a totalidade das pessoas que vão decidir foi eleita por voto eletrônico e parece não duvidar desse sistema.

É um sistema que elegeu Fernando Henrique, Lula, Dilma e o próprio Bolsonaro. Nunca foi contestado exceto em 2014. A contestação foi feita por Aécio Neves que depois de examinar o processo concluiu que não houve problemas.

Oito partidos políticos já se declararam contra o voto impresso.

Bolsonaro insiste que sem ele não há eleições. Vamos ver.

Antes disso, vamos viver o fim de semana que, por aqui, está muito bonito, temperatura agradável e sol.

Hoje à noite jogam Brasil e Argentina para decidir a Copa América. Neymar fez um apelo para que os brasileiros não torçam pela Argentina. A que ponto chegamos. A CBF está desmoralizada e muitos torcedores querem que isto tudo acabe para que os jogadores voltem a disputar por seus clubes.

A pandemia começa a dar sinais de declínio. Se não fosse a Delta, uma variante nova e perigosa, já poderíamos nos mover com muito mais tranquilidade.

Fonte: Blog do Gabeira

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