8 de agosto de 2022
Adriano de Aquino Colunistas

Essa é a gincana judicial!

No sábado (02) caças da FAB interceptam um bimotor lotado de cocaína, pilotado por Nélio Alves de Oliveira. Em 2018, Lewandowski mandou soltar Nélio, para ser preso novamente.

                                                            Aeronave A-29 Super Tucano em voo sobre a Floresta Amazônica.

Hoje foi a vez de Fabrício Santos da Silva, preso terça-feira (4) por agentes do Paraguai. Fabricio cumpria pena de mais de 70 anos em regime fechado.
Em março, ele foi beneficiado com prisão domiciliar por sofrer doença crônica e correr o risco de contrair o novo coronavírus na cadeia.
Livre e solto, o que fez Fabricio? Cuidou-se para evitar o contágio? hehe! Nada disso!
Fabricio seguiu os passos do Nélio. Se mandou para o Paraguai para buscar mercadoria. Tchan! Fabrício foi capturado de novo pelos agentes paraguaios.
O que se depreende dessas duas lições?
Lewandowiski, na sua vigília ‘garantista’, solta traficantes com vasta folha corrida, condenados em 2ª instância.
Fabricio, provavelmente, vai agradecer na prisão aos ‘garantistas’ humanitários que o soltaram e pedir que o soltem de novo. Não me espantaria que o fizessem.
A Justiça brasileira é mais reincidente que os marginais.
O contribuinte, esse sim,não tem escapatória!
Paga duas ou mais vezes a parcimônia da justiça.
Procedimentos como esses levam a FAB a queimar caríssimo combustível de aviação para prender de novo um condenado e equipes policiais a deixar de lado o combate ao crime para repetirem capturas de condenados.
Hoje, mais imposto do contribuinte será queimado para repatriar o Fabrício.
Enquanto isso, as populações carentes, que precisam desesperadamente do auxílio do Estado, assistem indignadas a queima das suas esperanças em ações policiais que poderiam ser evitadas, fosse a justiça brasileira menos perdulária e mais comprometida com a sociedade brasileira.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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