9 de agosto de 2022
Adriano de Aquino Colunistas

Especialistas apontam semelhanças entre o biólogo/youtuber Atila lamarino e Delfim Neto

Nos anos 60, era de chumbo, o manipulador da pâtisserie Milagre Econômico brindou os brasileiros com sua receita“. “Fazer o bolo crescer para depois dividi-lo”. E o bolo, cresceu?
O cidadão antenado sabe a resposta. Cresceu, mas foi devorado por ‘bestas sem freio’.
Delfim, ressurge depois como conselheiro econômico dos presidentes Lula e Dilma Rousseff e uma espécie de plantonista econômico na vitrine da grande imprensa.
É sobre economia? Chama o Delfim!
Delfim é uma versão precedente do que hoje é um youtuber com grande lastro de seguidores.
Cinquenta nos depois, o biólogo Iamarino (com minúscula mesmo, ok) reedita o mesmo modelo.
Ao projetar 1 milhão de mortos por Covid-19 para agosto, Iamarino projetou de fato foi sua fama.
Hoje,16 de julho, tristemente se contabiliza 75.568 mortes atribuídas à epidemia.
Claro que o alerta sensacionalista do biólogo seria cobrado pelos cidadãos sensatos que prezam a ciência e sobretudo evitam alastrar a sensação de pânico ou otimismo exacerbado.
Porém, como é da natureza dos loucos por fama, dispostos a extrair dividendos para seu status projetando números em larga escala, Iamarino tenta agora reverter sua farsa em ganho, ao soltar uma nota cretina tentando justificar sua irresponsabilidade.
Mal intencionados, que armaram o palco para o Iamarino brilhar, deixaram claro suas tramas e manipulações.
Como de praxe, os tolinhos que encheram a bola desse irresponsável nas redes sociais, gostariam ver essa farsa esquecida.
Porém, Iamarino gostou do palco e se recusa a ir para o ostracismo.
Como é da natureza dos loucos por fama, dispostos a extrair dividendos para seu status, Iamarino tenta agora reverter sua irresponsabilidade em ganho, ao soltar uma nota cretina onde ressalta que sua projeção era para um cenário de “Covid sem freios”, insinuando, de viés, que sua irresponsabilidade, que alastrou a nefasta sensação de pânico, serviu para frear a Covid-19.
Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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