16 de fevereiro de 2026
Adriano de Aquino

Roteiro pronto!

Hugo Armando Carvajal Barrios, conhecido pela alcunha El Pollo (“O Frango”), é general reformado e exerceu o papel de diplomata do regime chavista. Cabia a esse ‘diplomata’ expandir a ‘ideia’ e os negócios do Cartel de los Soles como arma de ataque fortuito aos EUA.

Ele foi diretor da inteligência militar da Venezuela durante dois períodos distintos, de julho de 2004 a dezembro de 2011, sob a ditadura de Hugo Chávez, e novamente entre 2013 e 2014, já durante a ditadura de Nicolás Maduro.

Em 12 de abril de 2019, foi detido na Espanha em virtude de um mandado de prisão expedido pelas autoridades dos Estados Unidos, relativo a acusações de tráfico de entorpecentes datadas de 2011. Posteriormente à aprovação de sua extradição pelo judiciário espanhol, Carvajal evadiu-se e permaneceu foragido.

Em 26 de março de 2020 (administração Biden), o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou uma recompensa de 10 milhões de dólares em troca de informações que conduzissem à sua captura, vinculando-o a atividades de narcotráfico e narcoterrorismo.

No ano de 2021, foi novamente apreendido, desta vez em Madri, vindo a ser extraditado, dois anos depois, para os Estados Unidos.

No ano de 2025, Carvajal declarou-se culpado de todas as acusações criminais a ele imputadas e posteriormente aceitou cooperar com as investigações delatando, munido de vasta prova comprobatória, membros da organização narcoterrorista, seus objetivos políticos, agentes secretos e altas autoridades estrangeiras associadas ao ‘projeto’ e, sobretudo, entregar de bandeja a cabeça do “Capo di tutti capi”.

O ditador Maduro, apontado por ele como “Capo di tutti capi”, se manteve por muito tempo seguro em seu território. Fez dancinha e debochou das investidas do DEA no seu intento de frear as ‘entregas do arsenal de drogas’ aos combalidos viciados em solo americano.

O ditador se exibia vitorioso quanto a tática de minar por dentro a resistência norte americana, faturando bilhões de dólares para manter seus luxos e caprichos. De repente, uma eleição, virou o jogo. Todos sabiam que era impossível ao DEA conter o ‘ataque’ quando o arsenal de drogas já se encontrava em território americano.

Um recente decreto presidencial levou os EUA a expandir as fronteiras de defesa. Tropas especiais de combate e equipamentos sofisticados foram acionados. A partir daí, o ditador Maduro se tornou alvo prioritário. A ação de captura e remoção do tirano foi bem sucedida. Agora, o Capo está à disposição da justiça dos EUA.

O roteiro se fecha de forma espetacular.

Maduro já foi apresentado ao juiz federal da Corte de Nova York, Alvin K. Hellerstein. Para ficar mais eletrizante, Alvin também é o juiz para quem Carvajal se dispôs a revelar tudo – tudo mesmo – sobre o esquema e táticas de penetração e ataque do Cartel de Los Soles nos EUA.

A acareação entre o ditador Maduro e o agente Carvajal será sem dúvida o ápice desse julgamento.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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