26 de maio de 2022
Adriano de Aquino

O superego no STF

Foto: Arquivo Google – amo Direito

Na sua mais recente ego/expedição internacional, Gilmar Mendes desviou da habitual rota para Lisboa e foi para Londres.
Para sua expedição egoica não passar em brancas nuvens, GM fez questão de tweetar a passagem pela Universidade local. Atendendo seu principal interesse, GM apontou como um dos tropeços da Constituição de 88, a “excessiva judicialização da política.”
A ‘sacada’ oportunista do GM atende sobretudo sua urgência ‘moral’ em justificar a catadupa de HCs que ele concede.
Nada mais que isso!
Ainda que GM aparentemente se mostre um durão, um ser ‘supremo’ imunizado a críticas, que se lixa quanto a crescente negatividade da sua imagem pública e se arrebente em gargalhadas como reposta aos seus opositores do campo jurídico, o fato é que GM titubeia,não é o super homem que gosta de parecer. Ao contrário,GM, está sentindo o cheiro de queimado e sabe que quem está queimando é ele mesmo.
Obrigado a conviver com o cheiro carbonizado, GM tem feito o diabo para achar um lugar protegido do fogo causado por sua auto imolação, para ‘justificar’ publicamente sua sana em conceder HCs.
Ele achou que Londres seria o lugar legal para anunciar sua cruzada messiânica, garbosamente intitulada: “desjudicialização da política”.
Pura farsa!
Em 2002 GM ganhou a indicação para STF como bônus do FHC exatamente por ter cumprido a contento os tramites ‘jurídicos’ ajustados aos interesses do candidato com a emenda da reeleição. Uma forma vergonhosa e deslavada de judicialização da política.
Em ações recentes GM deixa claro o que entende como ‘desjudicialização’ da política ao mandar arquivar inquéritos contra Aécio Neves e Jorge Viana e ao anunciar como ‘histórico’ seu voto na turma de 2ª para liberar Dirceu.
A cada tentativa de justificar o injustificável, GM queima mais um pouco.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 Mam/ Rio de Janeiro, Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da Funarj, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /Funarte e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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