O predomínio do Estado(?)


Reprimiu-se por muito tempo o debate sobre a predomínio do Estado sobre as necessidades da pessoa, do indivíduo, nas sociedades contemporâneas. Quando o estado ‘pai’ falha em atender às carências da prole e chafurda na corrupção sistêmica, o dinheiro desaparece e a credibilidade paterna entra em colapso.
Como de praxe, para desviar das questões cruciais que conjuminaram na sua prostração, as esquerdas se negam a encarar o problema de frente.
Talvez, por se acharem gênios da espécie, negam suas mazelas de forma estúpida e com isso revelam profundo despreparo político-administrativo para lidar com assuntos de Estado frente à nova dinâmica de desenvolvimento sócio-cultural que se afirmou nessa década.
É mais fácil acusar os eleitores por optarem por candidatos conservadores.
Paradoxalmente, o mesmo eleitor, antes considerado ‘esclarecido’ ao votar em progressistas, subitamente, se tornou odiento, ignorante e preconceituoso por optar por políticos de viés liberal ou conservador.
Se a negação da autocritica é um dos motivos da crise do ideal socialista na atualidade, insistir nesse ponto manifesta um sintoma ainda mais grave de inaptidão frente às mudanças em curso, que afetaram todas as formas de produção.
Tudo indica que os náufragos progressistas continuarão negando e se debatendo num mar de fracassos. Continuarão dando braçadas na direção errada.
Morrerão muito antes de chegarem à praia.
Serão, ao contrario do que imaginam, não vítimas da direita mas, da própria indigência.

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