1 de maio de 2026
Adriano de Aquino

O Califado

Em 2014, a Proclamação do Califado, sob a liderança de Abu Bakr al-Baghdadi, declarou a fundação de um Estado governado por uma interpretação radical da lei islâmica, abrangendo territórios em ambos os lados da fronteira iraquiano-síria.

Por conta das suas bárbaras execuções e atos terroristas, o Isis tinha presença constante nas mídias do Ocidente até as forças curdas, representadas principalmente pelas Forças Democráticas Sírias (SDF) e pelos Peshmerga no Iraque, desempenharem um papel fundamental no desmantelamento territorial do Estado Islâmico (ISIS).

O sucesso das campanhas militares curdas dissipou o domínio territorial do califado, formalmente encerrado em março de 2019, com a queda da última fortaleza em Baghouz, na Síria, embora células adormecidas ainda representem ameaças esporádicas. O Hamas, adota as mesmas táticas brutais do ISIS, com um diferencial: se apoiam numa propaganda milionária massiva nas mídias do Ocidente sob a falsa premissa de defesa da Palestina e que seus atos visam apenas(sic) destruir Israel.

A propaganda do Hamas surtiu efeito, pois levou em conta a existência de um enclave antissemita fisiológico nas sociedades da Europa, EEUU, América Latina, etc, amparada por núcleos acadêmicos/ intelectuais/artísticos. Na verdade, o Hamas é um Isis domesticado pelo multiculturalismo progressista. Agora, com a paulatina destruição da ditadura iraniana, principal financiadora do terrorismo islâmico, os curdos reaparecem em cena.

Somente em 2025, os curdos realizaram 163 operações contra o Isis, incluindo 128 investidas em esconderijos e 3 grandes operações de varredura. Estas ações resultaram na prisão de mais de 200 membros do grupo, incluindo líderes e facilitadores logísticos em regiões como Deir ez-Zor e Raqqa.

As forças curdas são responsáveis pela guarda de centros de detenção que abrigam cerca de 9.000 combatentes do ISIS, além de campos como Al-Hol, que concentram milhares de familiares de extremistas.

As tropas curdas divulgaram essa semana que se mobilizaram para conter,destruir e arrasar as falanges iranianas, não só em seu próprio território mas onde quer que atuem.

Nada mais lindo de imaginar do que as combatentes curdas, cabelos ao vento, sufocando os redutos das patrulhas morais iranianas

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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