O beijo de comemoração


Fosse hoje, a pauta ‘politicamente correta’ empurraria para trás das grades o autor do beijo mais emblemático do pós II Grande Guerra.
Morreu hoje, George Mendonsa,o marujo que tascou um beijo na enfermeira Greta Zimmer Friedman em plena Times Square.
Tempos atrás a CBS entrevistou os personagens. No programa, Mendonsa explicou que tinha acabado de voltar do Pacífico e que ficou extasiado ao saber que a guerra havia terminado. Saiu do bar, já um pouco alterado, avistou a enfermeira e tascou-lhe um beijão de comemoração.
Na ocasião, Greta Zimmer Friedman, disse: “Não vi que ele estava chegando e, antes que eu tivesse percebido, já tinha sido agarrada. Você não se esquece de um cara que te agarra dessa forma, não é? Ainda mais em um dia como aquele. Ele era muito forte. Mas eu não estava beijando ele, ele que me beijou”, contou a enfermeira para a reportagem.
Há quatro anos, uma página no Facebook resolveu retomar o fato e analisá-lo a fundo: “Um pouco alterado de bebida?
Tascar-lhe um beijão? De acordo com a análise feita, o “beijo apaixonado” foi, na verdade, uma forma de abuso”. A guerra não era abuso, era apenas uma ocorrência ‘natural’. Sobreviver a ela foi outro abuso, do George Mendonsa.
 

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