28 de maio de 2022
Adriano de Aquino

Militantes do MAV estão à beira de um ataque de nervos


Já tentaram de tudo para mostrar ao mundo que o Brasil vive sob tacão autoritário. Invadem, rasuram e editam conversas de autoridades da justiça.
Nada acontece aos mandantes. Só quem vai preso é um hacker pé de chinelo, por crime virtual. Braveteiro convocou militância para o combate armado contra o governo: ninguém respondeu à convocação.
A PF sacou se tratar de um debiloide arrependido, que se desculpou depois pelo excesso.
Candidato leva facada em público durante campanha eleitoral. Os ‘resistentes’, estimulados pelo Paciente, hospedado numa cela da PF, afirmam que foi uma farsa. Uma jogada eleitoral. O ator contratado para dar a facada cenográfica é pego no ato. Considerado louco, acaba falando com as paredes num sanatório estatal.
Como em oito meses o “autoritarismo” não se converteu em supressão do Estado de Direito, a tão almejada Ditadura fica cada dia mais distante.
Hoje, para dar um basta nessa aflição, um grupo de ‘resistentes’ perdeu a paciência com a Ditadura que não chega e partiu para a radicalidade.
Postou um vídeo manual no YouTube, ensinando os ‘companheiros’ a como realizar o sequestro da filha do Juiz da Lava Jato, hoje ministro da Justiça.
No manual, os autores argumentam que a prática do sequestro, durante os anos de chumbo, visava enfraquecer o regime e levar a cabo a troca de prisioneiros políticos pelos inocentes sequestrados. Então, surge um novo impasse.
Só um débil mental manda um e-mail ao gerente avisando que amanhã vai assaltar o banco .
Como na atual conjuntura, o status de prisioneiro político é um delírio coletivo que ataca somente a militância descerebrada, seria no mínimo coerente que os ‘resistentes’ recorressem ao recém-formado grupo de bravateiros que se reuniu em torno de um novo Fórum para encenar em conjunto a farsa de Tribunal Revolucionário.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 Mam/ Rio de Janeiro, Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da Funarj, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /Funarte e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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