
No plano social, o destino do Brasil está dramaticamente atrelado à nefasta cultura patrimonialista, à líderes populistas corruptos e ignorantes, submetido à arrogância de servidores públicos autoritários e aos caprichos das elites empresarial, intelectual e artística, clientelistas e retrógradas.
Ainda bem que há gente brasileira que nos enche de esperança e orgulho. Elas existem.
A maior parte das vezes, essas pessoas não são destaques da mídia ou celebridades que desfilam nos tapetes vermelhos e cultuadas aqui e ali, porém, seus esforços, dedicação e mérito são reconhecidos internacionalmente.
Outra cientista brasileira incrível, a Dra. Mariangela Hungria, microbiologista do centro de pesquisa de soja da Embrapa, passou décadas estudando bactérias que extraem nitrogênio do ar e o fornecem às plantas.
O resultado: o Brasil passou de importador de fertilizantes nitrogenados a maior exportador mundial de soja, utilizando microrganismos em vez de produtos químicos.
Seu trabalho ganhou o Prêmio Mundial da Alimentação de 2025. Mas o verdadeiro prêmio é a redução de 40% no uso de fertilizantes sintéticos na agricultura brasileira.
Não se trata apenas de soja. Trata-se de um modelo diferente de agricultura: parceria com a biologia em vez de dominá-la.
O Sul Global tem algo a ensinar ao mundo aqui.

