Os primeiros dias de 2026 registram fatos que podem se tornar decisivos para sustentação de regimes violentos, opressores e letais.
O Irã enfrenta uma nova e intensa onda de protestos populares que estão sendo descritos como uma “explosão das massas” devido à escala e rapidez com que se espalharam.
O que começou com greves de lojistas e comerciantes no Grand Bazaar de Teerã evoluiu para protestos políticos em mais de 20 cidades. Manifestantes agora pedem abertamente a queda do regime, com slogans direcionados à liderança suprema e críticas ao financiamento de grupos como Hezbollah e Hamas e o crescente abandono dos investimentos internos e no bem estar da população.
O estopim dessa insurreição foi o descontrole da economia que levou à desvalorização recorde da moeda nacional (rial) que perdeu quase metade de seu valor em 2025. A indomável inflação anual atingiu 42,2% em dezembro de 2025, com os preços dos alimentos subindo mais de 70% o que levou a população ao desespero e às ruas.
Também, não foi por falta de aviso que, em 2025, os aiatolás aceleraram a crise, expondo o país a uma tempestade de fogo. No início de 2025, Israel fez seguidas ameaças aos teocratas que comandam com mão de ferro aquele país. Contudo, os lunáticos se lixaram para as ameaças e continuaram patrocinando o Hamas e o Hezbolah, e incentivando extremistas a executar judeus e destruir Israel.
Até que, em junho de 2025, o Irã foi alvo de bombardeios de Israel e dos EUA (Operação “Martelo da Meia-noite”), que atingiram instalações nucleares em Fordow, Natanz e Isfahan. Essa breve guerra (13 a 24 de junho) agravou a crise interna e o isolamento do país.

Basta! Manifestantes agora pedem abertamente a queda do regime, com slogans direcionados à liderança suprema

