
O alto nível de sigilo e blindagem a vazamentos da operação das forças especiais dos EUA, que culminou na extração e translado do ditador Maduro e sua esposa para julgamento em Nova York, está ‘inspirando’ inúmeras narrativas.
Como o grupo de apoio ao ditador preso permanece no poder, o que muito se comenta sobre bravateiros como Diosdado Cabello, que segue no cargo de ministro do interior, considerado pela população venezuelana, para o bem e para o mal, o ‘mão de ferro’ do chavismo, segue atuando como defensor intransigente do retorno do ditador e sua esposa ao Palacio Miraflores.
Sua atuação recente – pós extração do ditador – veste como uma luva os interesses do grupo bolivarianista dominante bem como aos interesses dos EUA.
É bom para os dois que a população venezuelana, pró e contra Maduro, seja convencida de que o ‘mal’ que se abateu sobre o país foi extirpado e que tudo voltará ao normal. O ‘normal’ é que Cabello continue interpretando o papel de bolivarianista resistente, anti americanista de carteirinha e um soldado da revolução.
A mensagem que se extrai desse tipo de atuação combinada, que autoriza Cabello a discursar livremente, mostra que a ação norte americana não visa exterminar o contingente bolivarianista e dar fim ao regime. Ao contrário: fala mais Cabello.
O ditador cubano ainda não entendeu o X do problema.
Ao transladar os corpos de 32 agentes cubanos que serviam de guarda costas do ditador Maduro, neutralizados na ação, e celebrar um funeral heroico, Miguel Diaz-Canel descuidou da retaguarda.
Não é a primeira matéria, como a do 14ymedio https://www.14ymedio.com/cuba/informe-sugiere-140-cubanos-protegian_1_1122617.html que leio sobre o imbróglio das tropas cubanas na Venezuela.
Tempos atrás, um analista militar revelou que entre mercenários, conselheiros militares e tropas regulares do Irã, Rússia, China, Coreia do Norte e Cuba, que transitavam nos quartéis venezuelanos, a confusão era grande.
Especula-se até que os 32 cubanos neutralizados na ação era uma pequena parcela do contingente baseado no território venezuelano e que mais do que os 140 agentes cubanos, apontados na matéria, viram na ação norte americana uma forma esperta de evadir da ditadura e ir para a América como ‘prisioneiros’ heroicos e assim não prejudicar seus familiares residentes na ilha.

