21 de maio de 2022
Adriano de Aquino

Começando pelo FIM


A preocupação de muitas pessoas em criticar a dança das cadeiras no MEC, são oportunas e suscitam algumas questões.
Pela ordem: O que – no sistema educacional brasileiro – se crítica e pretende se impor ao novo governo?
1 – Que ele mantenha rigorosamente a política educacional do último quarto de século? A mesma política educacional que ‘consagrou’ o Brasil entre os oito piores países nos rankings de aprendizado de jovens na área de ciências? Uma política educacional que mantém o país na ‘honrosa’ 63ª posição, atrás de Trinidad e Tobago, Costa Rica, Qatar, Colômbia e Indonésia? ( “tem que manter isso aí, viu?”). É isso que querem?
2- Que a política de cargos, salários e valorização dos professores e uma pedagogia correta e bem fundamentada permaneçam matérias secundárias nos programas de governo, nunca alçadas à pauta das prioridades? Que esses item fundamentais, continuem sendo suplantados por excitantes temas progressistas ou conservadores. Por exemplo, ideologização, política de gênero ou evangelização das escolas? Tudo a mesma merda!
3- Que se encha a boca de saliva fétida para continuar cuspindo na cara do povo a farsa de que os governos brasileiros investiram bilhões na educação, tanto ou mais que os países mais ricos do mundo?
4- Onde foram parar esses ‘bilhões’? Na milionária poupança dos professores? Na abertura e na capacitação cognitiva dos alunos?
Essas perguntas que não calam há décadas, tem que encontrar alguma resposta. Nem que seja: Ora, vão todos a PQP!

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 Mam/ Rio de Janeiro, Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da Funarj, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /Funarte e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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