7 de julho de 2022
Adriano de Aquino

Ainda sobre a 2a Turma


‘Triunvirato’ de 2ª interpreta a constituição de acordo com o freguês.
Decide manter os direitos políticos de um impichado com a mesma pompa e soberba com que determina que os cidadãos estão proibidos de fumar cigarros com sabor menta.
Solta ao bel prazer vários condenados em 2ª Instância – inclusive réus condenados por órgãos colegiados – porque a Constituição ‘deles’ diz que os desembargadores podem mandar prender mas, os presos não são obrigados a ficar presos.
Além de sentarem por longos anos sobre processos que findam com a liberdade de réus por decurso de prazo, anulam provas coletadas pela Força Tarefa, desfazendo um trabalho realizado em longo tempo de investigação porque entendem que um ‘triunvirato’ tem poder para destruir uma nação, portanto, destruir qualquer decisão jurídica que não lhes agrade é coisa pequena.
Recentemente, um dos membros do ‘triunvirato’ decidiu sobre aspectos da economia nacional ao embarreirar a participação do setor privado nas estatais, levando a Eletrobras a ter uma queda de 5% do valor dos papéis preferenciais.
Os que clamam por ‘intervenção’ – militar, cósmica ou divina – não podem esquecer que ela já está em execução. Ao dizer que tudo voltou ao “normal(…) sem nenhuma novidade”, Gilmar Mendes consagrou o excelso poder de uma turma de segunda sobre a vida sócio/política/econômica e cultural da nação.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 Mam/ Rio de Janeiro, Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da Funarj, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /Funarte e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.