16 de fevereiro de 2026
Adriano de Aquino

A república da Babania e seu presidente

O presidente de Banania já disse, incontáveis vezes e por motivos diferentes, que mais importante do que governar é criar narrativas.

Claro que para o ‘método’ ter êxito eleitoral é preciso combinar com o consórcio da grande imprensa e bastardos digitais o custo de sustentação midiática das suas narrativas.

Outra frente importante é aparelhar o serviço publico até o topo da pirâmide burocrática e, outra mais, é cevar o gado do congresso nacional com emendas bilionárias.

A penetração social das narrativas a nível popular é baseada em farto cardápio de programas assistencialistas.

Essa plataforma política tem mais êxito ainda quando a narrativa base é pautada na defesa dos pobres.

O presidente de Banania aconselhou o ditador Maduro, agora hospedado num spa carcerário nos EUA, a “criar uma narrativa sólida para convencer a população das suas realizações”.

Coisas que o povo venezuelano nunca viu mas, que os contadores do sistema bancário suíço contabilizam como ‘mega extração e contrabando de ouro’ escondido na conta pessoal do ex-ditador.

Imagino a ‘narrativa’ que o rei de Banania está elaborando para aconselhar os asseclas do Maduro de que as ‘127 toneladas de ouro’ é um registro da competência do regime no setor da mineração.

Na verdade, Maduro apenas protegia esse tesouro na Suíça para, em caso de ‘urgência social’, distribuir ao povo necessitado.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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