28 de maio de 2026
Adriano de Aquino

A insatisfação dos jovens chineses

É impressionante! Todos os lideres comunistas são produzidos na mesma matriz. Todos cumprem à risca a instalação do atraso e da corrupção sistêmica nos países que dominam. Apenas a ‘metodologia’ totalitária chinesa, fortemente amparada na globalização, consegue ter resultados econômicos positivos para o Estado. Ainda que a voz do povo não seja ouvida, sabe-se dos castigos severos aplicados pelo regime aos dissidentes.

A insatisfação dos jovens chineses é violentamente reprimida.

Todos os demais empobrecem as nações, enquanto os dirigentes enriquecem acintosamente.

A experiência comunista nepalesa, erguida sobre corrupção, falta de oportunidades econômicas, crescente censura e opressão, desencadeou a fúria popular.

A internet e demais segmentos virtuais como as redes sociais que, aliás, não são ‘ofertas’ públicas do Estado – na China é bloqueada – era o ponto de convergência da juventude nepalesa.

O governo do Nepal, associado a uma empresa de comunicação, tentou imitar a China, bloqueando o movimento viral de críticas aos nepotistas. Os lideres dos partidos e sua prole, que ostentavam um estilo de vida luxuoso na internet – eram os alvos das críticas.

O governo impôs novas regras visando a censura nas plataformas acusando-as de promotoras de “notícias falsas” e “discursos de ódio”, banindo empresas que não se submetessem. Vieram as restrições de bloqueio de 26 plataformas(Facebook, Instagram, WhatsApp, X e outras).

Foi a faísca que aumentou a chama da fervura. O caldo derramou.

Os comunistas, já em pânico, viram milhares de jovens entre 15 e 28 anos (geração Z) deixar de lado os celulares e tomar as ruas em várias cidades do país para protestar contra o autoritarismo de modo explosivo.

Uma massa de jovens em fúria, venceu as barricadas policiais, invadiu a sede do governo, o prédio do parlamento e as dependências da corte suprema, quebrando e incendiando tudo que encontravam pela frente.

O clima insurgente, obteve a adesão de cidadãos e o tumulto se espalhou rapidamente como um rastro de pólvora.

Nada ficou incólume.

O canal de noticias governista teve a sede incendiada. Até mesmo as residências de ministros foram saqueadas e incendiadas. Às pressas integrantes da cúpula do governo renunciaram e fugiram, enquanto outros estão sendo caçados e agredidos pelos revoltosos.

Informações complementares dão conta de que a esposa de uma alta autoridade do governo foi queimada viva dentro de uma das casas atingidas.

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.