1 de maio de 2026
Adriano de Aquino

A Convenção nacional democrata

foto: Estátua de George Washington, um dos pais fundadores e primeiro presidente dos EUA, simbolicamente asfixiado pelas vertentes progressistas que militam na grande imprensa, apoiam e propagam o ativismo bestial e a erosão
dos valores inaugurais da nação.

Dentro do United Center de Chicago, os organizadores tratavam de enfeitar o cenário e abrir espaço para os trâmites tradicionais. Conversas reservadas, confabulações, tapinhas na costas, abraços, bebidinhas e afagos enquanto aguardavam a multidão de 50.000 delegados, convidados de honra e jornalistas e ansiavam pela ‘aparição do esquecido’ Joe Biden, ainda presidente da grande nação.

Por volta das 23h, os que se sentiam aliviados achando que Biden havia esquecido o compromisso, se surpreenderam ao vê-lo subir ao palanque com passos leves e arrastados, se aproximar da tribuna e dizer: “Pessoal, deixe-me perguntar, vocês estão prontos para votar pela liberdade? Vocês estão prontos para votar pela democracia e pela América? Deixe-me perguntar, vocês estão prontos para eleger Kamala Harris e Tim Walz?”

Foi um lembrete de que Joe Biden, 81, ainda é o presidente dos Estados Unidos, caso você tenha esquecido sobre o breve reaparecimento de um presidente desaparecido, ironizou Peter Savodinik na sua matéria para The Front Page.

Todavia, na cena externa ao centro de convenções quem brilhava entre ativistas e atraia as atenções da grande imprensa era Hatem Abudayyeh.

Para sorte dos americanos que priorizam a informação correta e imparcial, a jornalista Olivia Reingold estava no local.

Foi ela que, em abril de 2010, publicou uma matéria no FP sobre a invasão do FBI na casa de Abudayyeh, como parte de uma investigação “relativa ao apoio material ao terrorismo”

Coincidência?

Na ocasião (2010) Olivia cobria a Convenção Nacional Democrata em Chicago, foco do plano de ativistas que planejavam interromper o evento quando foi anunciado que o Irã havia lançado um ataque contra Israel. Olivia registrou que “Abudayyeh estava no palanque aplaudindo a plateia que gritava em uníssono, “Tirem as mãos do Irã!” (…). Na segunda-feira, ele ajudou a liderar milhares de manifestantes, alguns dos quais empunhavam bandeiras do Hamas , enquanto tentavam romper a barreira na Convenção Nacional Democrata.”

Ontem, Olivia viu Abudayyeh de novo em ação.

Ele é um dos principais organizadores dos protestos anti-Israel que acontecia do lado de fora da Convenção Nacional Democrata.

Ela correu em sua direção a fim de entrevista-lo, quando notou um democrata pró Israel na multidão.

Jornalista com faro e fibra, coisa rara nos dias de hoje e quase extinta no Brasil, Olivia se acercou de uma ocorrência, registrando um fato que para mim fecha o contexto do George Washington asfixiado(foto) e a oxigenação midiática das lideranças que tramam sufocar a democracia no Ocidente.

O registro:

“Você está no evento errado”, disse Abudayyeh, diretor executivo da Arab American Action Network, ao autointitulado “pró sionista“, que disse estar lá para provar que pessoas como Abudayyeh não eram maioria no Partido Democrata.

“Você acha que sionistas racistas e porcos são a maioria?”, perguntou Abudayyeh, que então alertou que um contra manifestante poderia ser espancado por estar no evento.

Olivia, que entende de reportagem em protestos hostis, perguntou a Abudayyeh se isso era uma ameaça. Ele não gostou da linha de questionamento dela: “Se você vai fazer uma pergunta racista, pode pegar seu microfone e ir embora”, disse ele.

Em resumo:

Americanos, que se posicionam como democratas, se tornaram massa de manobra de movimentos radicais excludentes, na linha ‘woke’, a reedição do antissemitismo e incentivando a violência dos seus acólitos contra norte americanos nativos que ainda resistem e defendem uma sociedade livre e aberta, fundamento precioso dos fundadores dos EUA.

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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