1 de junho de 2026
Adriano de Aquino

Paraíso seletivo

A população atual de Cuba é estimada em aproximadamente 10,89 milhões de habitantes. O país caribenho tem enfrentado uma acentuada tendência de declínio demográfico e envelhecimento nos últimos anos.

A opressão, a violência estatal sistêmica e a fome permanente paulatinamente, por 67 anos, acabaram por abater o instinto natural de crescer e multiplicar.

Todavia, os ideólogos do socialismo cubano criaram uma bolha para abrigar a elite do regime. Nessa atmosfera restrita vive a alta cúpula do regime cubano, composta por 14 membros do Birô Político do Partido Comunista de Cuba (PCC), o principal órgão de decisão política do país.

Para esses ‘eleitos’ a utopia marxista é um êxito social e financeiro real e concreto.

No correr dos 67 anos de ditadura, o estamento burocrático cubano, dirigido por familiares da dinastia Castro e fiéis serviçais, se estendeu no tempo sustentado por uma elite política, técnica e militar.

Essa burocracia estatal e partidária é fortemente centralizada e profundamente ligada ao Partido Comunista de Cuba, que concentra o poder decisório do país.

A composição do poder em Cuba envolve instituições estatais específicas.

O Partido Comunista de Cuba (PCC) atua como a força dirigente superior da sociedade e do Estado. Seu departamento político (Politburo) e o Comitê Central são formados por quadros do alto escalão militar, ministros de estado e líderes regionais.

A elite técnica e militar, aparentemente se diferencia de uma estrutura absolutista de criados. Ela é composta por tecnocratas, diretores de empresas estatais e generais. As forças armadas controlam setores econômicos e corporações estratégicas no país.

A matéria do link revela como as sanções especificas de Washington sob a atuação econômica do conglomerado militar da Gaesa em território norte americano abalaram os negócios da ditadura caribenha no setor imobiliário da Flórida.

A prisão e o processo de deportação de Adys Lastres Morera – irmã da Brigadeira – General Ania Guillermina Lastres Morera, CEO do conglomerado militar Gaesa – um clássico do nepotismo cubano- é o inicio de uma varredura na linha de parentes da elite cubana que utilizam o território americano como refúgio para seus bens.

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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