
A decisão do governo Donald Trump de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas foi uma vitória do Brasil e de Flávio Bolsonaro. “O governo Trump continuará utilizando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e negar financiamento e recursos a narcoterroristas”, escreveu o secretário de Estado Marco Rubio. Era o dia do seu aniversário, mas quem ganhou um presente foi o brasileiro decente.
Claro que o timing dessa decisão não foi coincidência. O governo Trump demonstrou total alinhamento com a agenda do senador Flávio Bolsonaro na questão da segurança pública, indo contra o Lula, que chama traficante de vítima de usuário. O governo petista nunca quis considerar PCC e CV grupos terroristas, e reagiu com histeria à decisão americana, puxando a cartada da “soberania”.
Mas esse argumento é ridículo. Os Estados Unidos possuem bases militares na Europa e ninguém acha que, por isso, os países europeus são colonizados pela América. Os americanos ajudaram a Colômbia a combater o narcotráfico e só quem era simpatizante de Pablo Escobar poderia ser contra essa ajuda necessária.
A disputa nunca esteve tão clara no que diz respeito ao crime: do lado esquerdo, a turma que quer proteger as facções que aterrorizam o povo brasileiro; do lado direito, aqueles que querem endurecer no combate à bandidagem
Quem não usa boné do CPX ou não mantém “diálogos cabulosos” com o PCC está comemorando. Ninguém acha de verdade que os americanos vão sair colocando alvos aleatórios do nada em brasileiros comuns. Isso é pura paranoia ou narrativa ideológica. O fato inegável é que o Brasil não está dando conta, sozinho, de combater o crime organizado, que aterroriza a população. Confundir soberania com PCC é simplesmente absurdo.
Flávio Gordon questionou: “Estou entendendo errado ou a esquerda brasileira está assumindo de vez que CV e PCC equivalem ao que ela chama de ‘pátria’?”. É o que está parecendo. Celso Amorim reagiu ao comunicado de Rubio, para a surpresa de zero pessoas, alegando que “equiparar crime organizado a terrorismo não é útil”. Não é útil para o Foro de São Paulo, certamente. Amorim é o mesmo que defende o regime iraniano e que escreveu prefácio em livro favorável ao Hamas!
O Globo embarcou na histeria petista com a seguinte chamada: “Para especialistas, classificação de PCC e CV como terroristas pelos EUA pode oferecer risco à soberania nacional”. O senador Rogério Marinho rebateu: “Para surpresa de zero pessoas, os especialistas do Globo e da esquerda afirmam que classificar criminosos como terroristas oferece riscos a soberania nacional. Soberania padrão PT”.
A direita foi à contramão, celebrando a decisão. Flávio Bolsonaro divulgou a postagem de Rubio e escreveu: “Grande dia”. Nikolas Ferreira chamou a decisão de “golaço” do Flávio Bolsonaro. Podem existir algumas preocupações legítimas de especialistas, principalmente na questão dos bancos usados para lavar dinheiro do crime organizado, mas os benefícios superam e muito os riscos. Os Estados Unidos não possuem um histórico de abusos, e sempre estiveram do lado certo nas grandes guerras, seja contra o nazismo, o comunismo, o fascismo e o terrorismo.
Depois de criticarem o senador Flávio Bolsonaro pela relação de proximidade com Daniel Vorcaro ao longo das últimas semanas, os ex-governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema usaram o anúncio da classificação das facções brasileiras como terroristas pelos Estados Unidos para criticar o governo Lula. Ambos reagiram à decisão, anunciada ontem pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, em vídeos publicados nas redes sociais, nos quais subiram o tom contra a conduta da gestão petista na segurança pública.
“Vejam que absurdo, o PT diz que tratar facção como terrorista ameaça a soberania do Brasil e que isso facilita uma interferência americana no Brasil. Quem ameaça a nossa soberania é justamente o PCC e o Comando Vermelho. Eles dominam territórios do Brasil. Lá, quem manda são eles, e não o governo. Nossa soberania não está ameaçada, ela foi roubada e o Lula nunca fez nada a respeito. Pelo contrário, ele só passa pano para bandido”, disse Zema.
A disputa nunca esteve tão clara no que diz respeito ao crime: do lado esquerdo, a turma que quer proteger as facções que aterrorizam o povo brasileiro; do lado direito, aqueles que querem endurecer no combate à bandidagem, contando com a ajuda americana para libertar o povo brasileiro. Que o eleitor tenha juízo e possa compreender o que está em jogo nessa disputa…
Fonte: Gazeta do Povo

