
A Chevrolet finalmente apresentou oficialmente esta semana seu novo SUV compacto Sonic, modelinho com 4,23 m de comprimento que chega para brigar diretamente com carros como VW Tera, Fiat Pulse e Renault Kardian, concorrentes em porte e em faixa de preço – no caso do Chevrolet, a partir de R$ 130 mil.
O festão de lançamento do Sonic contou com 2 mil convidados – entre eles o escriba que vos tecla –, brasileiros e vindos também de países vizinhos, entre jornalistas, revendedores, influenciadores etc. E teve como palco o Anhembi, em São Paulo, justamente o local em que costumam acontecer os salões do automóvel. Você pode conferir um pouco do clima desse evento nas fotos e vídeo (acima) que ilustram este post.

Inicialmente, o Sonic está disponível nas concessionárias em apenas duas versões, ambas da parte mais alta da tabela, a Premier – que, segundo a Chevrolet é tem foco na sofisticação, e a RS, que procura destacar o “caráter esportivo” do carro. As aspas aqui se devem a essa esportividade não ser exatamente aquela que associamos à performance, digamos, mais emocionante. Afinal, a mecânica do Sonic é a mesma 1.0 turbo flex de três cilindros com injeção direta de combustível, que rende até 116 cv de potência, acoplado a um câmbio automático de seis velocidades.

A diferença é que, no Sonic, esse motor passou por uma recalibragem e chega aos 18,9 kgfm de torque – contra 16,8 kgfm nos Onix hatch e sedã (plus). Na apresentação, o pessoal da marca nos disse que esse pequeno ajuste garante ao novo carrinho uma disposição mais estimulante para subidas de serra com o carro carregado e, também em arrancadas. A conferir em um futuro test-drive.

Os recursos de segurança do novo Chevrolet Sonic
Mas o que mais me chamou a atenção no Sonic foram os seus equipamentos e tecnologia. Batizado de Chevrolet Intelligent Driving, ele reúne assistentes que monitoram permanentemente o entorno do carro por meio de câmeras. Especialmente uma, de alta resolução, instalada da dianteira e que, segundo os técnicos, conta com com uma área de cobertura maior que as da geração anterior e é capaz de identificar veículos, pedestres e ciclistas.
O pacote de recursos autônomos de apoio ao motorista (ADAS) inclui ainda assistente de manutenção em faixa, frenagem autônoma de emergência, alerta de porto cego, assistente de estacionamento e um sistema capaz de discernir entre dois diferentes tipos de piso, terra e asfalto, por exemplo, em que o carro esteja rodando ao mesmo tempo (se o motorista colocar duas rodas num acostamento, quem sabe) e manter o carro na trajetória, impedindo derrapagens ou que a roda de tração gire em falso.

Visual do Sonic faz referência ao Chevrolet Equinox elétrico
O visual, por fora, é bacaninha, num estilo definido pela marca como “SUV cupê”, e inaugura uma nova versão da gravatinha que identifica a marca. O Sonic tem identidade comum com o restante da linha Onix, mas traz um claro ar de renovação, com boa pitadas de modelos mais recentes da Chevrolet, como o SUV médio grande Equinox EV – modelo sobre o qual já escrevi aqui no blog e que você pode conferir neste link. XXX. O Sonic chega com iluminação e full-LED e rodas de 17 polegadas calçadas com pneus 205/50R17.

Suas dimensões são 4,23 m de comprimento, 1,77 m de largura e 1,53 m de altura e 2,57 m. de entre-eixos.
Ele oferece 20 cm de altura livre em relação ao solo, o que deve garantir uma certa tranquilidade para vencer quebra-molas, lombadas, valetas etc.

Por dentro, o desenho do tablier é dominado por linhas horizontais. Painel de instrumentos (digital, de 8 polegadas) e tela da multimídia (11 polegadas) são montados lado a lado, como já acontece em outros modelos da marca. Eles formam, segundo a Chevrolet um “cockpit virtual” integrando e compartilhando os comandos e recursos do carro.

Teve até biscoitinho de carro na festa de lançamento do Chevrolet Sonic
Outra novidade neste SUV compacto é uma maior quantidade de partes emborrachadas e macias ao toque nos painéis e portas, em um padrão que passa a sensação de ser superior ao dos Onix. O volante é do tipo multifuncional, dando acesso a controles de navegação (piloto automático etc.), do painel de instrumentos, telefone e multimídia. Ele pode ser regulado em altura e profundidade.
As versões Premier e RS se diferem em detalhes como o acabamento dos bancos e o tom mais escuro usado na maioria dos tecidos e costuras. Na esportiva, os cintos de segurança são em material vermelho, enquanto a outra tem um tom mais conservador. Ambas contam com o sistema de apoio/mordomo virtual On-Star, da Chevrolet, e Wi-Fi a bordo, com franquia de dados dedicada.

E então, o Sonic tem cacife para enfrentar a concorrência?
Pelo que vimos no lançamento, pelo preço inicial, parece que tem sim. Presumo que a essas duas versões mais recheadas, logo vão se somar mais uma ou duas, um pouco menos equipadas e com preços mais em conta. Mas mesmo pelos R$ 130 mil pedidos pela opção Premier (a RS custa uns R$ 4 mil a mais), o Sonic chega bem competitivo, se levarmos em conta seu pacote de equipamentos, espaço interno (o porta-malas tem capacidade para bons 392 litros de bagagens), acabamento e o efeito “novidade”, que costuma também atrair compradores em um primeiro momento.
Segundo a própria Chevrolet, o Sonic chega para se posicionar entre o Onix Active (nova versão aventureira do hatch, que ainda não tem preço divulgado) e o SUV Tracker, que custa a partir de R$ 119 mil em sua versão mais simples (e pelada), a Turbo, mas que parte de R$ 145 mil na básica arrumadinha LT.

Fotos HK e divulgação
Fonte: Rebimboca Comunicação

