29 de abril de 2026
Adriano de Aquino

Politização x metodologia educacional

Por que, como e quando, a politização se consolidou como metodologia educacional? Quais as consequências sociais dessa diretriz nos dias de hoje?

Pesquisadores que analisam aspectos históricos da educação consideram alguns pontos relevantes. Nas décadas 1930 a 1950,nos Estados Unidos, o método pedagógico focado na politização — conhecido academicamente como Pedagogia Crítica, obteve sucesso entre o professorado.

Na América, o método precursor mais direto da politização escolar foi o Reconstrucionismo Social, liderado por teóricos como George Counts e Theodore Brameld.

Em 1932, George Counts publicou “Dare the School Build a New Social Order?”(literal: Será que a escola se atreve a construir uma nova ordem social?) incentivando as escolas a não apenas reproduzir a cultura oficial, mas a transformar a sociedade para combater injustiças sociais e econômicas.

Nos anos 50 Brameld, defendeu que a educação deveria ser uma ferramenta para criar uma nova ordem social em resposta às crises globais. Décadas depois (1970) Paulo Freire, para a galera de esquerda ‘O Descolonizador’, morou nos Estados Unidos entre 1969 e 1970. No período de aproximadamente 10 meses morou em Cambridge, Massachusetts, onde atuou como professor visitante na Universidade de Harvard. É desse período a publicação do livro ‘Ação Cultural para a Liberdade.’

Antes do exílio, o Plano Nacional de Alfabetização de 1964, se baseava no Método Paulo Freire. Este método não visava apenas o ensino de letras e ciências, mas a conscientização, o que fez com que professor atuasse como mentor político dos alunos,sob a ótica de ‘despertar’ a posição social e política sobre a sociedade.

O movimento foi suprimido durante o regime militar de 1964, sendo substituído por modelos mais tecnicistas, como o Mobral.
Já no ensino superior a estruturação de uma pedagogia crítica desloca-se para a transição democrática.

A Pedagogia Histórico-crítica (PHC) Dermeval Saviani, é considerada um marco teórico. O conceito surgiu na década de 1980. Sua abordagem educacional é marxista. Dermeval defende a socialização do saber sistematizado como forma de superação da marginalidade social e uma ferramenta para que as escolas obtenham autonomia e possam definir, na verdade doutrinar e formatar, a identidade política e social dos jovens frente à comunidade.

Essa introdução dá uma ideia do quanto é difícil para um jovem estudante brasileiro dos últimos 20 anos escapar das armadilhas ideológicas montadas nas escolas e universidades, se orientar através de fontes de conhecimento plurais e diversas, suportar o massacre dos ‘coleguinhas’ da maioria dominante e impositiva e sair de lá como um cidadão livre, inteligente e de bem com a vida, para enfrentar os desafios da realidade.

Para finalizar: Junte os pontos e some os fatores.

Por que o anticapitalismo fisiológico e o antissemitismo violento e bárbaro são hoje convergentes nas lides progressistas tanto nos EUA como no Brasil?

Fatos recentes revelam a extensão do estrago social gerado por uma ideologia retrograda e monolítica. O que difere esses dois tipos de radicalismo extremista?

Ontem, a Justiça Federal de São Paulo condenou a dois anos de prisão em regime aberto(sic) José Maria de Almeida (Zé Maria), presidente e fundador do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) pelo crime de racismo, configurado por antissemitismo.

Em outubro de 2023, em manifestação na Avenida Paulista, divulgada nas redes sociais, José Maria, um velho decrépito, fez um discurso de ódio e violencia contra o povo de Israel. Ele é um formador de opinião!

No fim da semana passada, Cole Tomas Allen- professor- invadiu e fez disparos de armas de fogo na recepção de um jantar de gala com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington.

Em 2025, Nikita Casap – estudante- adolescente do Wisconsin, abduzido e perturbado por ideias insanas que misturam ativismo político, nazismo, comunismo, que circulam nos meios escolares, matou os pais, pegou o dinheiro da família, comprou armamentos e partiu para a missão de matar Trump, exterminar negros, judeus e minorias.

Ao fim e ao cabo, o que vemos é Trump se tornar o alvo dos extremistas de esquerda e direita, que enxergam nele um representante do capitalismo, machista, misógino, sionista, racista, homofóbico, belicista etc etc etc que as lides progresistas/woke e os fanáticos de quatro costados, enxergam como um inimigo comum que deve ser apagado.

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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