
Hoje, pela primeira vez, serei sério. Se vocês rirem… Se vocês rirem…
Minhas idolatradas amigas e meus adoráveis canalhas; tenho confissão a fazer, mas não a padres pedófilos: Vorcaro é meu ídolo máximo, meu farol. O cara é Pica grossa das galáxias e ainda bate o pau na mesa, na cama, no sofá, atrás do tanque, no mato, na moita e na cara de todos os phoderes da República de Salò e Sodoma! Engula essa, sem cuspir, Pasolini!
Tiro o chapéu, que não tenho, para o cidadão, com aquela de estivador irlandês, que pega o ônibus das 17h e ainda confessa à namorada, fazer festas com 300 vagabas importadas, porque era seu “business”.
O elemento é macho! Morro de inveja, mas só até antes dele ser preso, claro. Foi do paraíso ao inferno, sem passaporte.
Várias invejas saudáveis! Por exemplo, nunca participei de uma suruba, por enquanto! Mas a dos meus sonhos seria assim: eu e mais 69 mulheres nuas e no cio. O máximo que tive era eu e mais três… Sim, porque caso contrário, eu correria o risco daquela do português que é convidado para um bacanal e, no meio da zona, ele grita: “Porra! Vamos organizar esta putaria, já me enrabaram três vezes, chupei cinco paus e até agora comi ninguém”.
Aqui entre nós, coisa mais desagradável!
Mas, pelo jeitão, o Vorcaro e sua turma não ligavam para isso. Em BH, Nova Lima, Trancoso, Barbacena ou Europa, a galera já chegava ouvindo Altemar Dutra e Cauby Peixoto: “ninguém é de ninguém, na vida tudo passa. Ninguém é de ninguém, até quem nos abraça”.
Abraça é ótimo! Ali rolava o Kama Sutra completo e duas vezes! E os personagens, os comensais? Gente da melhor qualidade! O que aumenta minha inveja, tipo aquela música da Marina Lima (tenho a Playboy com ela): “Eu espero Acontecimentos, só que quando anoitece, é festa no outro apartamento”.
Foi assim, eu sozinho, pedindo uma xícara de açúcar para a vizinha do 803 e o Vorcaro me humilhando, cantando: “hoje é festa lá no meu apê, pode aparecer, vai rolar bundalelê, hoje é festa lá no meu apê, tem birita até amanhecer”. Canalha!
O cenário? Aquele de orgias romanas, com gente fantasiada de centurião… Túnicas de senador usando cuecão de couro com zíper… Atrás. Máscaras de Tom Cruise em filme de Stanley Kubrick… Tangas comestíveis no sabor gérbera selvagem…
Mesmo sem Wando, um perfume de calcinha preta pairando no ar; cheiro de rosca e arquivo queimando! E a música funcionando como Viagra e KY, num festival de paumolência e cu duro: “Tá bom, aqui ninguém fica só, entra aí e toma um drinque, porque a noite é uma criança”. Criança de Epstein!
Mas voltemos aos convidados e que Deus me proteja! O André Mendonça ainda não me passou a lista, mas imagino alguns…
Não quero incitar pesadelos, nem tirar o apetite de vocês, mas conseguem visualizar o Gilmar Mendes, o “Boca de Sapo Grávido”, nu e de cócoras, cobiçando o pacote do Dias Toffoli usando calcinha fúcsia?
E o Xandão, de batom vermelho? Penso naquela peça do Nelson Rodrigues, onde um deputado, federal, obriga a prostituta a pagar-lhe um boquete e, depois, ordena: “agora me chama de Reserva moral da nação!”.
E o Latino berrando: “tesão, sedução, libido no ar, no meu quarto tem gente até fazendo orgia. Tá bom, tá é bom. Tudo é festa, pegação. Vou zoar o mulherio e a chapa vai esquentar”. Meu Deus! Que falta de absurdo! O fim do mundo está acabando!
E o Barroso com B de Boca de veludo, urrando: “me atirei no pau do gato”, masturbando-se com uma foto do Bolsonaro e gemendo: “perdeu Mané”!
Aí chega o Luladrão! E levou a “Canja” pra fazer uma grana extra, mas ninguém quis. Vendo a constrangedora situação, o Flávio Dinossauro, de boca cheia e pingando, diz: “chefe, deixa que, depois do Alckmin e da Cármen Lúcia, meu motorista, por R$ 129mi, dá um trato nela, em consideração…”.
Vocês sabem que as 300 putas do Vorcaro eram estrangeiras, né? Vinham da Croácia, Ucrânia e Rússia. Não, do Irã não. Nem de Israel. Não falavam, não entendiam o português, nem conheciam a dança dos famosos. Foi aí que o Lu Larápio abordou uma sueca de vida fácil e disse: “oi grelo duro, meu nome é Bond, Jair, Bond, o imbroxável”. Ela entendeu nada, mas ao sentir o bafo de INSS, saiu correndo e vomitando.
Realmente o Brazil não conhece o Brasil… Ficam aí Netflix e similares contando historinhas para boi dormir e esquecendo as histórias que nossas babás não contavam…
Por falar em babá… Não confundir com o Ali Babá beijando o umbigo do David Alcolumbre, por dentro… Avisei! Ninguém é de ninguém… E orifício na região perianal de bêbado não tem dono.
Gentes; chega né? Vocês sabem que tudo isso é delírio de domingo. O que Vorcaro promovia eram retiros espirituais, missas e penitências do tipo “ajoelhou tem que chupar”, menos para a anã paraguaia que podia ficar de pé.
Até mesmo o melhor da festa, a cereja do bolo, não procede.
Estou falando das mensagens e declarações pornográficas trocadas entre Vorcaro e sua noiva gostosa, Martha Graeff (usando, literalmente, a língua do Cebolinha).
Ela escreve: São tantos rolês e tantas chupadas. A gente já viveu uma vida.
E ele: Nossa! E nem começamos. Tem mais 60 anos. Peleleca vai estar de cabelo branco e eu chupando…
Ela: Hahhahhahhaahhbahhahhaaahha. PALAAAAA AGOLAAAAA. Amor eu te amo tanto!
Lindo, né? Chorei.
P.S.: O Vorcaro, em Golpe de Master, pode entender muito de fraude e de suruba, mas sabe nada de perereca. Mesmo sem depilação, elas não envelhecem, nem ficam brancas, ficam linda e saborosamente carecas.

