A redução das multas e a criação do fundo de cessação laboral (inspirado no sistema de construção civil, onde a eficiência ainda respira) não são ataques aos direitos; são ataques aos privilégios de quem vive de litigar. Se o custo para demitir é a falência, o custo para contratar torna-se a proibição. O resultado? Um mercado de trabalho congelado no tempo, onde a informalidade é a única saída para quem quer sobreviver fora das garras do sindicato. As multas rescisórias astronômicas alimentavam a “indústria do processo”, um ecossistema parasitário onde advogados e burocratas engordavam enquanto as PMEs (Pequenas e Médias Empresas) fechavam as portas, asfixiadas pelo medo da próxima notificação judicial.
Não se enganem: o caminho será árduo. A transição dói porque o vício no assistencialismo e no corporativismo criou feridas profundas. Mas a alternativa — continuar com o modelo que transformou uma das nações mais ricas do mundo em um museu de decadência — é o verdadeiro crime contra o povo.
A “motosserra” não está cortando direitos; está cortando as correntes que impedem a Argentina de ser competitiva. Milei não está pedindo permissão para ser amado; ele está pedindo coragem para sermos livres. Se a casta está chorando, é sinal de que, pela primeira vez em muito tempo, o país está no caminho certo.


