16 de julho de 2026
Luiz Philippe de Orléans

Prisão previsível, mentirosa e golpista

Bolsonaro teve a prisão domiciliar convertida em preventiva na Superintendência da PF em Brasília. (Foto: Sebastião Moreira/EFE)

A decisão de Moraes de prender preventivamente Bolsonaro se baseia em três pontos: risco de fuga, vigílias próximas à sua casa e uma suposta violação da tornozeleira. Quem conhece os antecedentes de Alexandre de Moraes e as falsas acusações a Filipe Martins de sair do país, com provas forjadas, não se surpreende com nenhuma decisão arbitrária vinda dessa pessoa.

Risco de fuga é mínimo

Em primeiro lugar, a prisão preventiva só caberia com descumprimento claro da domiciliar; atos de terceiros, como o de Ramagem, que saiu do país, ou o de Eduardo Bolsonaro, que legalmente viajou aos Estados Unidos para trabalhar em prol do Brasil e contra a ditadura de toga, não podem ser imputados a Bolsonaro.

Trata-se de analogia indevida, uma falácia que se repete, ainda mais por ignorar o estado de saúde de Bolsonaro, bastante comprometido depois do atentado que quase tirou sua vida e das complicações das cirurgias e constantes internações.

Povo golpista?

O mesmo se pode dizer das vigílias na porta da casa da família Bolsonaro, que tanto incomodam Moraes. São manifestações populares e espontâneas, de maciço apoio ao ex-presidente, ao contrário de meia dúzia de apoiadores do desgoverno Lula, que enterrou de vez a credibilidade do Brasil depois da “Flop30”.

Classificar vigília religiosa como “acampamento golpista” é interpretação política e compromete a imparcialidade da decisão. Essas vigílias configuram direito de reunião, e situações semelhantes no caso Lula não foram tratadas como risco à ordem pública, por mais violentas e depredatórias que tenham sido.

Suposta violação da tornozeleira

Por fim, mesmo que confirmada qualquer tentativa de rompimento do dispositivo, o ato exigiria o contraditório no decurso do processo, pois falhas de sinal não podem ser interpretadas como plano de fuga.

Tudo indica que o tiro pode sair pela culatra, pois a decisão de antecipar a prisão de Bolsonaro para “evitar tumulto”, de acordo com as recentes declarações do “juiz”, viola a presunção de inocência e ignora os recursos pendentes. Ele sabe, todos sabem, que haverá consequências dessa prisão política, irregular, ilegítima e imoral. Mas vão pagar para ver e, mais uma vez, dobrar a aposta.

Fonte: Gazeta do Povo

Luiz Philippe de Orléans

Luiz Philippe de Orleans e Bragança é deputado federal por São Paulo, descendente da família imperial brasileira, trineto da princesa Isabel, tetraneto de d. Pedro II e pentaneto de D. Pedro I, sendo o único da linhagem a ocupar um cargo político eletivo desde a Proclamação da República, em 1889. Graduado em Administração de Empresas, mestre em Ciências Políticas pela Stanford University (EUA), com MBA pelo Instituto Européen d'Administration des Affaires (INSEAD), França.

Luiz Philippe de Orleans e Bragança é deputado federal por São Paulo, descendente da família imperial brasileira, trineto da princesa Isabel, tetraneto de d. Pedro II e pentaneto de D. Pedro I, sendo o único da linhagem a ocupar um cargo político eletivo desde a Proclamação da República, em 1889. Graduado em Administração de Empresas, mestre em Ciências Políticas pela Stanford University (EUA), com MBA pelo Instituto Européen d'Administration des Affaires (INSEAD), França.

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