17 de abril de 2026
Adriano de Aquino

Em que classe você se encaixa?

O leitor antenado redobra sua atenção sobre as viradas de posição no comando das nações que influenciam de fato o mapa geopolítico.

Após longa temporada no poder, o partido democrata dos EUA, bem como progressistas de países da UE, começam a perceber que a movimentação das peças no tabuleiro politico global muda rapidamente, rompendo os laços de uma hegemonia aparentemente ideológica, mas que não resiste muito tempo às investidas políticas revestidas por programas fundados na economia real.

O leitor antenado é imune às doses diárias de toxidade informacional pulverizado pelo consórcio nacional da grande imprensa.

Não consumir subprodutos da mídia engajada, e desprezar as pautas dos ativistas mercenários, que nela atuam, é garantia de boa saúde mental e emocional.

Saber como e onde buscar informações corretas e confiáveis sobre os desdobramentos dos fatos que realmente importam é uma atitude consciente e autônoma que propicia ao leitor uma visão mais clara da realidade.

No Brasil, poucos jornalistas se enquadram como profissionais comprometidos com a verdade dos fatos, fornecendo análises confiáveis que não espelham as narrativas que atendem os interesses do governo.

Tempos atrás – antes do advento da internet – quando as grandes empresas de comunicação eram impérios poderosos (4º poder) – o cidadão precisava de tempo e recursos para se informar com mais esmero. Informação era um ‘luxo’. Era chiquérrimo ter na mesa do café da manhã, ao lado da cesta de frutas, dois dos principais jornais dobrados elegantemente.

Nessa época, o povão tinha acesso gratuito apenas às manchetes penduradas nas bancas de jornais. Quanto mais sensacionalistas fossem, mais gente se juntava pra ler e comentar. Isso era tudo que o cidadão comum precisava saber.

Hoje, apenas um toque na tela do celular, abre uma rede de notícias sobre tudo que acontece no mundo. Saber selecionar as fontes confiáveis é a única exigência.

Os meganos da imprensa tradicional e seus funcionários entraram em parafuso. Manter a audiência fidelizada e reverter isso em propaganda milionária para manter o negócio super lucrativo não é mais possível.

Incapazes de se renovar como informativo confiável, as empresas tradicionais caíram de posição. Tornaram-se anexos das agências de publicidade. Extinguiram os velhos cadernos de classificados e vendeu-se em bloco corporativo para o governo, o tornando o principal provedor do negócio.

É triste e também desprezível, ver agonia dos veículos tradicionais de comunicação.

Como um ex-ministro – ‘recivilizador’ do país – os editores e seus associados não entendem tanta rejeição popular?

Mas, nós sabemos o por quê.

Basta um toque digital para abrir um caleidoscópio de notícias, em veículos internacionais, que refletem e analisam os fatos concretos que movimentam a atualidade para desprezar aqueles que os negam de forma estúpida e mercenária.

O site The Free Press, por exemplo, foca nas agendas positivas que podem reverter o congelamento ideológico na America do Sul.

A mudança na Argentina já foi algumas vezes analisadas pelos editores do site. Inclusive em entrevistas com Milei logo após vencer as eleições, questionando as perspectivas factíveis de recuperação social oriundas das reformas política/econômica implementadas pelo presidente.

Em resumo – o ‘velho’ e o ‘mais do mesmo’ – que rolam no Brasil é tema para saudosistas irrecuperáveis.

* * *

O mais recente resgate da Argentina funcionará?

Há razões estratégicas para o governo dos EUA apoiar a Argentina com um resgate de US$ 20 bilhões. Mas o histórico de crises financeiras do país nos faz questionar se será diferente desta vez.

Por Peter Coy – 27/10/2025

“O gestor de fundos de hedge Rob Citrone ganhou US$ 730 milhões no ano passado, grande parte disso com apostas bem-sucedidas na Argentina sob o governo de seu presidente libertário, Javier Milei.

Há um ano, Citrone previu tempos ainda melhores pela frente. “O cidadão comum apoia” os cortes orçamentários de Milei, disse Citrone com entusiasmo à Bloomberg . A chance de a Argentina entrar em default novamente, disse ele, era “minúscula”.

Mesmo quando a revolução ” anarcocapitalista ” de Milei parecia estar em perigo no outono — com as eleições locais em Buenos Aires dando uma vitória esmagadora ao partido peronista de esquerda; alegações de suborno envolvendo a irmã de Milei; e uma desvalorização do peso, Citrone manteve-se confiante. “Houve um certo pânico entre os moradores locais em relação às eleições de meio de mandato, e alguns estrangeiros também ficaram nervosos”, disse ele à Bloomberg . Quando os preços caíram, ele aumentou sua carteira de títulos.

Sua confiança foi recompensada no domingo, quando o partido libertário de Milei obteve ganhos maiores do que o esperado nas eleições para a legislatura nacional. O partido obteve 41% dos votos, o que o colocou em posição de praticamente dobrar seu número de cadeiras. O partido de Milei ainda não tem cadeiras suficientes para aprovar projetos de lei por conta própria, mas agora pode derrotar as tentativas legislativas de anular seus vetos”.

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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