23 de abril de 2026
Adriano de Aquino

Exigir lisura aos veículos da grande imprensa brasileira é puro devaneio

O braço virtual da FSP divulgou uma nota maliciosa sobre a contenda entre Harvard e o governo Trump.

Ontem, em conversa com um amigo que a filha mora em Boston e estuda em Harvard, comentava o entrevero judicial. Disse ele: – A universidade entrou na justiça contra a decisão do governo de ‘restringir emissões de vistos’ para estudantes estrangeiros, caso a direção da universidade continue se omitindo no combate ao antissemitismo e não se mostre empenhada em mudar as práticas de contratação e admissão de ativistas pró-Hamas.

Contudo, o site UOL solta pro o incauto leitor brasileiro que “Trump vetou vistos para estudantes estrangeiros e pronto.

Conhecem bem o tipo predileto de consumidor de sensacionalismo midiático que rola por aqui.

Isso, apesar da Reuters noticiar que “Harvard classificou a decisão do governo Trump como ‘ilegal’ e ter decidido processar o governo Trump, pela possibilidade de ver negada a permissão para matricular estudantes estrangeiros, caso a instituição continue se omitindo.

Porém, a imprensa tabajara já dá o fato como consumado.

A Reuters reitera: “Esse é mais um capítulo que intensifica a disputa entre a Casa Branca e uma das instituições de ensino e pesquisa mais prestigiadas dos Estados Unidos”. Na ação judicial movida na cidade de Boston, a universidade classificou as ações do governo como uma “violação flagrante” da lei.

A ação ocorre um dia após autoridades do Departamento de Segurança Interna anunciar que revogaria – com ênfase em revogar – o acesso de Harvard aos programas de vistos de estudantes.

O Departamento de Segurança Interna afirma que Harvard não fez o suficiente para combater o antissemitismo e mudar suas práticas de contratação e admissão — alegações que a universidade nega com veemência.

Portanto, ainda que nos EUA não haja uma decisão judicial definitiva, para imprensa brasileira ela já existe e, para seus obtusos consumidores, Trump dobrou a meta do fascismo e já entrou de cabeça pra galeria dos grandes tiranos pelo fato de exigir critérios claros da universidade no combate ao antissemitismo que rola em diversas instituições do país.

É isso !

Combater o antissemitismo descarado e orgulhoso é hoje considerado uma prática fascista.

Pudera, para esse tipo de leitor a verdade é repulsiva.

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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