Nesta semana, aconteceu o primeiro debate da campanha presidencial americana: Joe Biden x Donald Trump.

Como as agressões verbais entre as partes tornou-se lugar comum, o que se destacou como relevante foi a preocupação de membros do partido Democrata quanto às condições psíquico/mentais do seu candidato.
Alguns democratas chegaram a citar a 25a. Emenda da Constituição dos Estados Unidos que trata da sucessão à Presidência, estabelecendo procedimentos para preencher a vaga ao cargo de Vice-presidente como garantia adicional para responder a possíveis incapacidades do Presidente eleito.
A Emenda foi proposta pelo Congresso em 6 de julho de 1965, sendo ratificada em 10 de fevereiro de 1967.
Antes da aprovação da emenda, nove presidentes passaram por problemas de saúde que os deixaram incapacitados temporariamente. Destes, oito morreram e seus respectivos Vice-presidentes assumiram a Presidência, deixando a Vice-presidência vaga.
Não é a idade avançada que torna um idoso incapaz.
Há muitas pessoas com mais idade do que o Biden que são ativos e permanecem lúcidos, produtivos e ligados na realidade.
Os avanços da geriatria consideram normal que toda pessoa que vive muito chegar à senescência.
Esse fato natural diz respeito às alterações produzidas no organismo de um ser vivo, seja no campo vegetal ou animal.
Estão relacionadas à sua evolução no tempo, sem ter seu ‘start’ ocasionado através de um mecanismo de doença.
Contudo, a senilidade está intimamente ligada ao processo de incapacitação no que se refere aos comprometimentos da saúde física e mental, relacionadas a mecanismos fisiopatológicos.
O diagnóstico para senilidade aponta para o comprometimento dos fluxos neurológicos para tomada de decisões e a qualidade de vida das pessoas.
O que me surpreende é que os EUA, que ostenta pesquisa neurocientífica de ponta, não tenha uma instituição de proteção a idosos incapacitados, que proteste publicamente contra o uso por parte dos Democratas de um senhor com evidentes sinais de senilidade progressiva.

